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Aurora boreal: entenda o fenômeno que poderá ser visto de países da Europa

No início desta semana os britânicos também puderam contemplar o fenômeno

Na superfície da Terra, a tempestade solar não traz riscos, mas pode gerar perturbações em dispositivos eletrônicos como os satélites que orbitam a Terra

A maior tempestade solar dos últimos 20 anos possibilitou que a aurora boreal fosse vista em todas as partes do Reino Unido nesse domingo (5) e na segunda-feira (6). Neste sábado (11), o show de luzes deve voltar a colorir o céu. De acordo com a Nasa, “erupções solares adicionais podem fazer com que as condições de tempestade geomagnética persistam durante o fim de semana”.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, neste final de semana, vai ser possível ver a aurora boreal na Escócia, Irlanda e em partes do norte da Inglaterra e do País de Gales.

É possível ver o fenômeno somente durante no período da noite, e a experiência é ainda melhor quando se está em um local com o céu livre de nuvens e longe das luzes da cidade. Para enxergar ainda melhor, a câmera do celular é uma grande aliada, já que são capazes de captar mais luz do que o olho humano.

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Entenda

A aurora boreal aparece quando partículas carregadas colidem com gases na atmosfera terrestre em torno dos pólos magnéticos do planeta. Já as tempestades solares, fenômeno que está causando a aparição das luzes, acontecem quando um fluxo contínuo de partículas carregadas do Sol é lançado no espaço e atinge a Terra.

Na superfície da Terra, a tempestade solar não traz riscos, mas pode gerar perturbações em dispositivos eletrônicos como os satélites que orbitam a Terra. Conforme a Nasa, “a radiação prejudicial de uma explosão não pode passar pela atmosfera da Terra para afetar fisicamente os humanos no solo. No entanto, quando intensa o suficiente, eles podem perturbar a atmosfera na camada por onde viajam os sinais de GPS e comunicações”.

Quanto aos astronautas que estão a bordo da Estação Espacial Internacional, a entidade disse que também não há uma ameaça séria, e que a tripulação poderia se deslocar para uma parte mais segura da estação, caso seja necessário.


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Paula Arantes é estudante de jornalismo e estagiária do jornalismo digital da Itatiaia.