A ex-presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, que ocupou o posto entre 2019 e 2020, teve confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça do país, uma condenação de 10 anos de prisão por ter assumido o poder de forma ilegal. Áñez, que era senadora da República assumiu o cargo após renúncia do ex-presidente Evo Morales.
A Corte é a última instância do Judiciário na Bolívia - semelhante ao Supremo Tribunal Federal brasileiro - e negou um recurso de Jeanine contra uma decisão de 2022.
Dessa forma, “a sanção de 10 anos de privação de liberdade pelo caso denominado Golpe de Estado II permanece incólume”, confirmou em comunicado a Procuradoria, que atua como defensora do Estado boliviano.
Áñez está detida preventivamente em uma prisão de La Paz desde 2021, aguardando vários processos e julgamentos relacionados à crise de 2019, durante protestos nos quais morreram cerca de 30 pessoas, a maioria devido à repressão das forças públicas.
De acordo com as acusações, a então segunda vice-presidente do Senado violou as leis de sucessão presidencial e acabou exercendo o poder de maneira ilegal, algo que sua defesa nega categoricamente.
Áñez substituiu o então presidente Morales, que renunciou em novembro de 2019, em meio a protestos massivos e violentos por uma suposta fraude nas eleições daquele ano.
(Com informações da AFP)