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“Houve consenso de que é chegada a hora de negociar“, diz Mauro Vieira sobre Faixa de Gaza

Segundo o chanceler, encontro também reconheceu a necessidade de criação de dois Estados independentes na região, com fronteiras internacionalmente reconhecidas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, avaliou como positivos os resultados da Cúpula da Paz, realizada, neste sábado (21), no Egito para discutir a situação na Faixa de Gaza.

Segundo Vieira, os países participantes chegaram ao consenso em relação a quatro pontos. O primeiro deles de que é chegada a hora de negociar.

“A discussão foi muito franca, muito aberta. Acho que, como resultado, a gente pode dizer que houve consenso entre todos os participantes de que é chegada a hora de se negociar uma solução. Houve também um consenso com relação à criação dos dois Estados independentes, lado a lado, em paz, com fronteiras internacionalmente reconhecidas”, disse o chanceler.

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Outra questão que é consenso, de acordo com o ministro, é a necessidade de envio de ajuda e da criação de “saídas humanitárias” da Faixa de Gaza.

“Há entre os países que participaram da reunião uma consciência de que a passagem, a entrada de ajuda humanitária é indispensável. Havia pessoas morrendo em Gaza por falta de remédios e por falta até de água potável”, completou.

Ao longo deste sábado, 20 caminhões foram autorizados a entrar na região com mantimentos e insumos. No entanto, conforme Mauro Vieira, a ajuda é “absolutamente insuficiente”.

“Eu conversei com o secretário-geral da ONU, que disse que para atender as necessidades mínimas são necessários 100 caminhões por dia. Mas é um primeiro passo. Há duas semanas não tinha nada, hoje, já ter é um passo. Espero que nos próximos dias possa chegar-se, então, a um entendimento que se atenda pelo menos as necessidades básicas”.

O ministro relatou que outro ponto debatido durante a cúpula foi a necessidade de dar fim à violência. “É indispensável a cessão de hostilidade e da violência que tem acontecido mortes repetidas, mortes numerosas de lado a lado. Maiores ainda do lado palestino. Mas uma situação realmente calamitosa.”

O chanceler brasileiro disse ainda que conversou com o ministro do Exterior do Egito para que haja novas edições da cúpula, para que o grupo de países participantes se amplie, até que se chegue uma negociação com as duas partes envolvidas.

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