França entra em alerta para ataques após professor ser morto em atentado em Arras

Alerta é um protocolo que costuma ser colocado em prática logo após um ataque; medida dá mais poderes ao governo francês

Ataque deixou um professor morto

A primeira-ministra da França, Élisabeth Borne, colocou o país em alerta de emergência para ataques horas após um professor ser morto em um atentado em Arras, no Sul do País. Segundo a imprensa local, o autor do ataque teria gritado “Allahu Akbar” (“Alá é grande” ou “Alá é o maior”) antes de esfaquear a vítima.

O nível de alerta “urgência atentado” é previsto para ser colocado em prática logo após um atentado ou se um grupo terrorista identificado e ainda não localizado entrar em ação. A princípio, esse estado tem duração limitada, o tempo da gestão de crise. Ele permite que o governo faça gastos não previstos e também difunda informações para proteger os cidadãos, de acordo com informações do site do Governo.

O plano Vigipirate reúne todos os órgãos nacionais - Estado, coletividades teritoriais, empresas e cidadãos - para adotarem posturas de vigilância, proteção e prevenção aos ataques terroristas. O plano foi adaptado após os ataques de 2015 e 2016 e também após as aprovações de leis antiterroristas.

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Professor morre em ataque na França

Um homem armado com uma faca matou um professor e feriu gravemente outras duas pessoas nesta sexta-feira (13), em uma escola de ensino médio em Arras, no norte da França. Segundo o Ministro do Interior, Gérald Darmanin, o caso de violência foi na Escola Gambetta. O agressor, que teria gritado “Allahu Akbar” (“Alá é grande” ou “Alá é o maior”) antes de esfaquear as vítimas, foi preso.

“Allahu Akbar”, uma expressão formal de fé usada por pessoas de crença muçulmana, tornou-se um grito usado pelos autores dos ataques jihadistas que abalaram a França na última década.

O procurador antiterrorista, Jean-François Ricard, explicou os fatos em uma coletiva de imprensa em Arras. Por volta das 11h da manhã desta sexta-feira, Mohammed M. foi à porta do liceu Gambetta-Carnot, em Arras, do qual é ex-aluno. Ele estaqueou o professor Dominique Berbard, que estava na porta da escola. Nesse momento, um segundo professor foi ajudar o colega e também foi esfaqueado e ferido.

Mohamed M entrou na escola e foi até o pátio nos fundos da escola. Havia várias pessoas no local. Um agente escolar e um agende de limpeza foram esfaqueados. Até o momento, há um morto e três pessoas feridas. O agressor tentou, em seguida, sair da escola pela porta da frente, mas mudou de ideia e foi em direção ao fundo do pátio. Ele foi alcançado pelos policiais, que precisaram usar pistolas Taser (arma de choque) por duas vezes.

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.

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