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Quadrilha da falsa garota de programa é alvo de operação em Montes Claros

Operação Medusa prendeu sete investigados e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão contra organização criminosa suspeita de extorsão digital

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Celulares, dinheiro e outros itens serão submetidos à perícia • Polícia Civil de Minas Gerais/ Divulgação

Cinco homens e duas mulheres, com idades entre 24 e 28 anos, foram presos na manhã desta quarta-feira (10), durante a Operação Medusa, deflagrada pelas Polícias Civis de Minas Gerais (PCMG) e do Distrito Federal (PCDF) em Montes Claros, no Norte de Minas. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no golpe da falsa garota de programa.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão. Os policiais também apreenderam celulares, dinheiro e outros materiais que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Além disso, um casal foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas após a localização de entorpecentes em um dos imóveis alvos das investigações.

As investigações tiveram início no Distrito Federal, após o registro de ocorrências envolvendo vítimas da modalidade criminosa. Com o avanço das apurações, a Agência de Inteligência do 11º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais identificou que o grupo atuava de forma estruturada a partir de Montes Claros, fazendo vítimas em diferentes estados brasileiros.

Segundo o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Frederico Teixeira Martins, os suspeitos publicavam anúncios falsos de acompanhantes em plataformas digitais. Após o contato das vítimas, integrantes da organização iniciavam ameaças e intimidações para exigir pagamentos.

"O crime que nós apuramos inicialmente é a extorsão por meio de site de garota de programa. As pessoas entram no site acreditando que estão conversando com uma acompanhante, mas acabam sendo vítimas de criminosos que coletam seus dados pessoais e passam a fazer ameaças", explicou o delegado.

De acordo com a investigação, os criminosos alegavam que as vítimas teriam causado prejuízos às supostas acompanhantes ou até mesmo a organizações criminosas fictícias. Com isso, exigiam transferências bancárias mediante coação psicológica.
"Nós encontramos ocorrências relacionadas ao grupo no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Bahia e Tocantins, todas direcionadas para o pólo criminoso instalado em Montes Claros", afirmou Frederico Martins.

Combate constante

Segundo o delegado Diego Flávio Carvalho, da Polícia Civil de Minas Gerais, esta é a nona operação coordenada pela Agência de Inteligência do 11º Departamento da PCMG voltada ao combate do golpe da falsa garota de programa. Já no Distrito Federal, esta é a quarta operação realizada dentro das investigações desse tipo de crime.

Ao longo das ações realizadas em Minas Gerais, mais de 80 investigados já foram identificados e alvo de medidas cautelares.

As investigações prosseguem para identificar novas vítimas, possíveis comparsas e outros integrantes da organização criminosa. Os suspeitos poderão responder por crimes como extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil orienta que vítimas de ameaças ou cobranças relacionadas a anúncios de acompanhantes não realizem qualquer pagamento e procurem imediatamente uma delegacia para registrar ocorrência.

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Formada em Jornalismo pela Funorte, Janaina Sacerdote é repórter multimídia da Rádio Itatiaia em Montes Claros. Antes, passou por Fundação Fé e Alegria Montes Claros e Rádio Educadora /Pop 95Fm.