Recuperação ambiental que gera valor para as comunidades
Da restauração florestal à formação de jovens, ações da empresa conectam recuperação ambiental, participação social e novas oportunidades para as comunidades

Preservar uma nascente, recuperar uma mata ou cuidar de um curso d’água pode parecer, à primeira vista, uma ação restrita ao meio ambiente. Na prática, porém, o efeito pode chegar bem mais longe. Quando moradores participam da recuperação de áreas degradadas, jovens desenvolvem projetos em suas próprias comunidades e novas atividades econômicas surgem a partir da valorização do território, conservação e desenvolvimento passam a caminhar juntos.
Essa conexão está presente em iniciativas desenvolvidas pela Samarco em Minas Gerais e no Espírito Santo, especialmente ao longo da Bacia do Rio Doce. A empresa atua com restauração florestal, educação ambiental, monitoramento dos ecossistemas e projetos que envolvem diretamente as comunidades.
Aos 49 anos, a Samarco vive também um novo momento de sua trajetória. Atualmente, opera com 60% da capacidade produtiva instalada e trabalha para alcançar 100% a partir de 2028. Essa retomada vem acompanhada de mudanças estruturais, com novas formas de disposição de rejeitos, reforço dos sistemas de segurança e investimentos em inovação. Nesse processo, a sustentabilidade orienta decisões, gestão de riscos, relacionamento com os mercados e a construção de confiança junto aos públicos próximos à operação.
Os aprendizados incorporados ao longo dos últimos anos também influenciam a forma de operar. Segurança, inovação em produtos, processos e desenvolvimento dos territórios passaram a integrar a resposta da empresa aos desafios ambientais, sociais, operacionais e de mercado.
Uma das frentes de maior dimensão está na reparação ambiental da Bacia do Rio Doce, relacionada ao rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015. A Samarco cumpre integralmente o Novo Acordo do Rio Doce e é responsável por dar continuidade a ações que incluem a restauração florestal de 50 mil hectares e a recuperação de 5 mil nascentes. Até agosto de 2026, mais de 47 mil hectares e 4,6 mil nascentes haviam sido cercados para o processo de restauração.
Recuperação que envolve comunidades
Uma característica desse trabalho é a participação de proprietários rurais. As ações de restauração previstas pelo Novo Acordo do Rio Doce alcançam cerca de três mil propriedades particulares, em parceria com produtores locais. É a partir dessa autorização que a Samarco realiza a recuperação em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como matas ciliares e encostas.
O processo passa pela coleta de sementes da Mata Atlântica, produção de mudas nativas, cercamento, plantio e acompanhamento das áreas restauradas. O trabalho combina recuperação florestal e monitoramento de longo prazo, contribuindo para a recomposição da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e aumento da disponibilidade de água na Bacia do Rio Doce.
“A recuperação ambiental só ganha consistência quando é construída com quem conhece e vive o território. A participação dos produtores e das comunidades contribui para que os resultados sejam mantidos ao longo do tempo”, explica João Batista Soares, gerente-geral de Meio Ambiente da Samarco.
Esse contato com as comunidades também aparece nas ações de educação ambiental. Entre janeiro e agosto de 2026, a Samarco realizou 314 atividades voltadas ao público externo em 29 municípios próximos de sua operação. A programação incluiu oficinas sobre água, saneamento, reciclagem, prevenção de incêndios florestais, economia circular e reutilização de materiais. Somente nas atividades relacionadas ao Dia Mundial da Água, cerca de 2.370 pessoas participaram de ações realizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Jovens transformam os territórios
A relação entre meio ambiente e desenvolvimento também passa pela formação de novas lideranças. Um dos projetos realizados na Bacia do Rio Doce foi o Pulsar Jovem, que certificou mil participantes e apoiou 112 iniciativas socioambientais em 33 municípios mineiros.
Com investimento de R$ 10,5 milhões, o projeto ofereceu formação para que os próprios jovens identificassem desafios das comunidades e desenvolvessem respostas ligadas a temas como preservação ambiental, resíduos, uso da água, cultura e mobilização social.
“Os projetos desenvolvidos pelos jovens saíram do papel e deixaram resultados concretos nos municípios, desde ações ambientais até iniciativas de mobilização comunitária. O principal legado do Pulsar Jovem é a formação de lideranças que seguem atuando em seus territórios e contribuindo para o desenvolvimento local”, avaliou Fernanda Bartoli, gerente-geral de Reparação e Gestão Integrada da Samarco.
No Espírito Santo, outro projeto de formação, o Lideranças Jovens, reuniu 220 jovens e resultou em 26 iniciativas socioambientais em Aracruz, Linhares, Colatina, Marilândia e Baixo Guandu. Entre os trabalhos desenvolvidos estão a recuperação de manguezais, ações de educação sobre descarte de resíduos e um biodigestor para reaproveitamento de matéria orgânica e produção de biogás.
Territórios ganham futuro
A recuperação ambiental pode ainda abrir caminhos para atividades ligadas ao turismo e à valorização do patrimônio local. Em Camargos, distrito de Mariana, o Projeto Tapé estruturou mais de 18 quilômetros de trilhas para mountain bike, associando esporte e contato com a natureza à proposta de estimular o cicloturismo e movimentar pequenos negócios da comunidade.
Durante a implantação, moradores participaram de ações de reflorestamento e valorização do patrimônio ambiental e histórico. Antes mesmo da conclusão das trilhas, já surgiam iniciativas locais voltadas à hospedagem e ao atendimento dos visitantes, mostrando como a preservação dos recursos naturais pode se conectar a novas possibilidades econômicas.
“Essa é uma ação construída a várias mãos, unindo diferentes conhecimentos e olhares em torno das potencialidades de Camargos. As trilhas são uma entrega concreta, mas o que esperamos a partir delas é um movimento capaz de atrair ciclistas e visitantes, gerar novas oportunidades e fazer com que os benefícios também permaneçam no território”, comenta Guilherme Louzada, especialista de Relações Institucionais da Samarco.
Essa visão também depende de acompanhamento permanente. A Samarco mantém programas de monitoramento de fauna, água, sedimentos e outros indicadores ambientais em áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo, incluindo a Bacia do Rio Doce e nas áreas do Parque Nacional da Serra do Gandarela próximas a sua operação.
Ao mesmo tempo em que avança para alcançar 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028, a Samarco busca incorporar os aprendizados dos últimos anos à sua forma de operar. Nesse caminho, sustentabilidade, segurança, inovação, reparação e desenvolvimento territorial passam a fazer parte de uma mesma estratégia, com o objetivo de construir resultados duradouros para as regiões onde a empresa atua.
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