Posição do escapamento influencia qualidade do ar em vias urbanas, aponta estudo

Pedestre na calçada pode inalar até 40% mais poluição dependendo da posição do escapamento dos carros

Maior parte dos veículos a gasolina e híbridos a gasolina traz o escapamento à direita, posição considerada menos nociva

A posição e o design do escapamento de um veículo pode afetar a quantidade de poluição atmosférica que respiramos ao caminhar por uma rua movimentada, revelou estudo da American Chemical Society.

A equipe de cientistas da Universidade de Nova Iorque mediu a emissão de gases de escapamento de 38 mil veículos na cidade dos EUA e em Milão, na Itália. “A principal surpresa foi que a posição do escapamento, à esquerda ou à direita do carro, tem um impacto importante e direto nas concentrações de poluentes atmosféricos perto das vias”, revelou David Carslaw, professor que liderou o estudo.

A pesquisa mostra que escapamentos posicionados mais próximos ao centro da pista, à direita do veículo, são menos prejudiciais. Pedestres nas calçadas inalam cerca de 40% mais poluição do ar quando um carro com o escapamento próximo ao meio-fio passa.

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O estudo também evidencia que a maioria dos carros a diesel tem o escapamento à esquerda, justamente o lado mais próximo do meio-fio no Reino Unido, onde o impacto é maior. Já a maior parte dos veículos a gasolina e híbridos a gasolina traz o escapamento à direita, posição considerada menos nociva por ficar mais distante dos pedestres.

Uma pequena parcela de veículos concentra grande parte da poluição. Os 5% mais poluentes emitem o dobro de óxidos de nitrogênio em comparação a um veículo comum. Já a liberação de fuligem e partículas finas pode ser mais de sete vezes maior, o que aponta falhas em alguns sistemas de filtragem e diferenças entre as marcas.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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