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Por que não se deve descartar pilhas em lixo comum? Entenda impacto negativo da ação

Existem dois mecanismos legais principais que instituem as regras para o descarte de pilhas e baterias

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Pilhas enfileiradas e bateria em verde e prata
Veja forma correta de descartar pilhas e baterias • Marcello Casal Jr (Agência Brasil)

Pilhas e baterias são itens necessários no dia a dia, mas que não devem ser descartados no lixo comum. O descarte incorreto desses materiais pode causar graves problemas ambientais e para a saúde humana.

As pilhas contêm metais pesados e tóxicos, como chumbo, mercúrio e cádmio. Quando o descarte é incorreto, essas substâncias vazam.

Assim, pode ocorrer contaminação do meio ambiente, incluindo do solo e lençóis freáticos. As substâncias constituintes também podem causar doenças graves nos animais, incluindo o ser humano, como mutações genéticas e câncer. Por fim, algumas pilhas e baterias podem causar incêndios em aterros sanitários.

Uma única unidade jogada no lixo possui potencial químico para contaminar até 1 metro cúbico de solo ou mil litros de água. A toxicidade ocorre porque o invólucro metálico se degrada rapidamente nos aterros sanitários, liberando componentes pesados.

Qual a forma correta de descartar pilhas?

As pessoas devem procurar locais específicos para realizar o descarte das pilhas. Fabricantes, importadores e comerciantes são forçados por lei a receber os materiais utilizados e aplicar uma destinação ambientalmente adequada.

No Brasil, existem dois mecanismos legais principais que instituem as regras para o descarte de pilhas e baterias, sendo eles: a Resolução Conama nº 401, de 4 de novembro de 2008, e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).

Pontos oficiais de coleta estão distribuídos em supermercados, lojas de equipamentos eletrônicos, farmácias, ecopontos municipais e outros órgãos públicos.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.