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Poluição sonora nos mares: barulho de barcos e de turistas prejudica a comunicação dos peixes

Pesquisa alerta que o ruído gerado por motores e atividades recreativas interfere na reprodução, busca por alimento e sobrevivência de espécies marinhas

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Barulho de barco e de turistas afeta comunicação de peixes, diz estudo • Edmar Paz / Divulgação

O aumento do fluxo de embarcações e o ecoturismo desordenado nas áreas costeiras estão transformando os oceanos em ambientes cada vez mais ruidosos. Um estudo recente de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revela que o excesso de barulho gerado por motores de barcos e pela presença constante de turistas afeta diretamente a capacidade de comunicação dos peixes, trazendo impactos para o ecossistema marinho.

Muitas espécies de peixes dependem de sinais sonoros para se orientar, encontrar parceiros para reprodução, proteger territórios e se defender contra predadores. Quando o ruído humano invade esses hábitats, ocorre o chamado "mascaramento acústico", interferência sonora que impede que esses animais ouçam e emitam sons naturais.

Principais impactos observados

  • Ruído contínuo: a poluição sonora causa estresse crônico na fauna aquática, alterando comportamentos essenciais de sobrevivência.
  • Dificuldade de acasalamento: os chamados de reprodução ficam encobertos, reduzindo a taxa de sucesso reprodutivo.
  • Vulnerabilidade a predadores: sem conseguir ouvir os alertas de perigo ou a aproximação de ameaças, os peixes ficam mais expostos.
  • Prejuízo à alimentação: o estresse gerado pelo barulho reduz o tempo que os animais dedicam à busca por alimento.

Soluções e conservação

Os pesquisadores destacam que, ao contrário de outros tipos de poluição ambiental, a poluição sonora pode ser mitigada de forma imediata. Entre as medidas propostas estão:

  1. Criação de zonas de velocidade reduzida para embarcações em áreas de reprodução marinha.

  2. Incentivo ao uso de motores elétricos ou mais silenciosos no turismo náutico.

  3. Regulamentação do número de embarcações autorizadas em áreas de preservação ambiental e recifes.

A conscientização de turistas e operadores de passeios é considerada fundamental para garantir que as atividades de lazer não comprometam a vida aquática.

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