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Drones e inteligência artificial são utilizados para conter espécie invasora mangue maçã em SP

Trabalho é realizado pelo Ibama e a Fundação Florestal

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Zoom em flor da árvore de mangue maçã
Flor da árvore de mangue maçã • Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conjunto com a Fundação Florestal de São Paulo, realizou o monitoramento e combate da espécie exótica invasora Sonneratia apetala, popularmente conhecida como mangue-maçã. A ação ocorre, principalmente, nos manguezais de Cubatão, na Baixada Santista.

A operação busca conter o avanço da planta, originária da Ásia, que representa uma ameaça à biodiversidade da região, devido ao seu crescimento acelerado e capacidade de competição por recursos naturais.

Servidor do Ibama realiza levantamento em campo • Ibama
Servidor do Ibama realiza levantamento em campo • Ibama

Operação com drones e IA

Entre os dias 15 a 17 de abril, a equipe técnica do Ibama utilizou tecnologias de mapeamento na área. Drones realizaram a cobertura de locais estratégicos, gerando imagens de alta resolução.

Em seguida, com os dados coletados, foram feitas análises e sensoriamento remoto, permitindo a detecção precisa de árvores em diferentes estágios de desenvolvimento.

A Divisão Técnico Ambiental do Ibama em São Paulo coordena as atividades, alinhadas à Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras.

Próximos passos

Até o momento, mais de 700 árvores da espécie inovadora já foram retiradas. Além da supressão, o Ibama identifica novas áreas para intervenção e testa o uso de inteligência artificial para ampliar a eficiência e escala dos levantamentos.

Frutos de mangue maçã • Ibama
Frutos de mangue maçã • Ibama

O que é o mangue maçã?

O mangue-maçã (Sonneratia apetala) é uma árvore exótica originária do sudeste asiático que se tornou uma grande preocupação ambiental no litoral de São Paulo, especialmente em Cubatão. Embora seus frutos verdes e arredondados lembrem pequenas maçãs, a espécie é classificada como uma planta invasora agressiva que ameaça o equilíbrio dos manguezais brasileiros.

A planta foi registrada pela primeira vez no Brasil em 2022, provavelmente introduzida por águas de lastro de navios no Porto de Santos.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.