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Chegada antecipada de baleias ao litoral brasileiro é impacto das mudanças climáticas

Historicamente, o período de maior ocorrência de migração de baleias para a costa brasileira se concentra entre os meses de julho e outubro

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A temporada de migração das baleias jubarte ocorre entre junho e agosto
A temporada de migração das baleias jubarte ocorre entre junho e agosto • Divulgação Polícia Federal

A temporada de baleias no litoral brasileiro começou antes do esperado em 2026. Pesquisadores já registraram a presença de baleias-jubarte e baleias-francas semanas antes do período habitual de migração.

O crescimento populacional dessas espécies pode influenciar o cenário, mas cientistas apontam para outro fator. De acordo com pesquisadores, muito provavelmente, a migração antecipada está associada a menor disponibilidade de alimentos na Antártica, uma consequência das mudanças climáticas na região.

Em abril, Ilhabela (SP) registrou o primeiro avistamento de baleia-jubarte da temporada. Já no início de maio, uma baleia-franca foi observada em Torres (RS), ocorrência considerada a mais precoce dos últimos 40 anos de monitoramento da espécie no estado.

Historicamente, o período de maior ocorrência de migração de baleias para a costa brasileira se concentra entre os meses de julho e outubro. As águas mais quentes e calmas do litoral do país funcionam como um grande berçário natural, onde as fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes antes de retornarem à Antártica.

“O início antecipado da temporada de baleias reforça a importância de acompanharmos cada vez mais de perto as transformações que acontecem no oceano. Esses animais são indicadores da saúde marinha e exercem funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Quando protegemos as baleias, também protegemos serviços ambientais que beneficiam diretamente a sociedade, como a regulação do clima, a pesca e o turismo sustentável”, destaca Liziane Alberti, oceanógrafa e especialista em conservação da biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Um estudo do Instituto Baleia Jubarte e da Great Whale Conservancy, em parceria com pesquisadores internacionais, calculou que as baleias que utilizam a costa brasileira geram aproximadamente US$ 82,5 bilhões em serviços ecossistêmicos ao longo de suas vidas, considerando benefícios relacionados à captura de carbono, fertilização do oceano e turismo de observação.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.