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Brasil antecipa impactos do El Niño na geração de energia elétrica

El Niño tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro de 2026

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Torres e linhas de transmissão de energia elétrica em uma subestação, sob céu azul, com estruturas metálicas distribuídas por uma área aberta.
El Niño tem impacto no setor e abastecimento de energia • Tânia Rêgo (Agência Brasil)

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação da geração de 1,8 GW de energia adicional de cinco empresas vencedoras dos leilões de reserva de capacidade. A medida tem como propósito garantir a segurança do sistema diante da possibilidade do El Niño no segundo semestre de 2026.

Segundo parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o El Niño pode reduzir a quantidade de energia elétrica produzida na Região Norte, além do aumento do consumo por causa das altas temperaturas.

“O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño”, afirma o Ministério de Minas e Energia.

Os leilões de reserva foram realizados em março deste ano com a contratação de 2,2 GW de energia.

El Niño em 2026

Neste ano, o El Niño tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro, de acordo com a estimativa da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática dos Estados Unidos.

Se a previsão se confirmar, esse pode ser o maior El Niño desde 1950. No momento, a Europa passa por uma onda de calor que causa danos à infraestrutura, sobrecarrega os sistemas de saúde e os sistemas de geração de energia.

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Ele altera temporariamente os padrões de circulação de ventos e de chuva em escala global.

O último episódio de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024, o que tornou estes anos os dois mais quentes já registrados.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.

 

 

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