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Antibióticos são detectados em peixes de rio em São Paulo

Pesquisa feita pela USP identificou substâncias no rio Piracicaba

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Rio Piracicaba em São Paulo com árvores nas margens
Rio Piracicaba em São Paulo • Agência SP

Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA-USP) identificaram múltiplas classes de antibióticos no rio Piracicaba, em São Paulo. De acordo com os cientistas, as substâncias também se acumulam nos peixes.

As amostras foram coletadas próximo da barragem de Santa Maria da Serra, próxima ao reservatório de Barra Bonita, onde contaminantes da bacia hidrográfica tendem a se acumular. Nessa região há aportes de esgoto tratado, águas residuais domésticas, atividades de aquicultura, suinocultura e escoamento agrícola.

Pesquisa nos rios

No trabalho, foram monitorados 12 antibióticos de uso comum com combinação de várias abordagens. A equipe analisou água, sedimentos e peixes durante as estações chuvosa e seca. Os níveis auferidos variaram de nanogramas por litro na água a microgramas por quilograma no sedimento.

As análises indicaram a presença do antibiótico cloranfenicol em peixes lambari, o que levanta preocupação sobre uma possível exposição a medicamentos por meio dos alimentos.

Possível solução

Uma resolução para o problema de contaminação pode estar nas plantas aquáticas, especificamente na Salvinia auriculata, uma planta flutuante frequentemente considerada invasora.

Em alguns experimentos controlados, a espécie foi capaz de reduzir mais de 95% do antibiótico enrofloxacina da água em poucos dias.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.