São Paulo rescinde com empresa de limpeza suspeita de irregularidades
Tricolor buscava avançar com o rompimento do vínculo desde fevereiro e tem empresa substituta

O São Paulo rescindiu contrato com a Milclean, empresa de limpeza que estava sob suspeita de não cumprir com o contingente necessário de funcionários estabelecido no acordo.
A Itatiaia publicou, em fevereiro, que o Tricolor preparava o rompimento e estudava as variáveis finais para avançar com o término do contrato. Recentemente, o clube conseguiu o avanço.
Inclusive, o São Paulo contratou uma nova empresa para substituir a Milclean nos serviços prestados.
A reportagem entrou em contato com a companhia, que se posicionará em breve sobre o caso.
Gestão quer revisar contratos
O vínculo previa pagamento de R$ 6,8 milhões anuais para a empresa, que foi fundada em 1998 por Reinaldo Carneiro Bastos — atual presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) — e Otávio Alves Corrêa Filho.
Reinaldo Carneiro alega que não é sócio da empresa desde 2021 e não possui mais relação com a Milclean, que pertence ao seu aliado de longa data.
Desde que o caso veio à tona, após publicação do jornal Estadão em janeiro deste ano, conselheiros passaram a pressionar pela rescisão do contrato. A pressão aumentou depois de Harry Massis assumir como presidente e estabelecer diversas revisões no clube. A iniciativa da gestão é de reavaliar todos os contratos atuais do São Paulo.
Para aprofundar a iniciativa, o São Paulo também contratou a FTI Consulting — consultoria global especializada em gestão de crises, investigações corporativas e estruturação de práticas de governança e integridade — e o escritório de advocacia Machado Meyer Advogados, para condução e supervisão, respectivamente, de uma investigação independente relacionada às denúncias de quebra de integridade ligadas ao clube.
O que aconteceu entre São Paulo e empresa
O São Paulo estabeleceu vínculo com a Milclean em 2024, sob a gestão de Julio Casares — que foi alvo de um processo de impeachment e renunciou ao cargo de presidente em meio a diversas investigações policiais que pairam a gestão.
O contrato estabelecia que a equipe diária responsável pela limpeza do clube social, dividida em três turnos, deveria contar com, no mínimo, 96 funcionários de segunda a sábado, além de 95 aos domingos e feriados.
A exigência não foi cumprida ao longo de todo o mês de dezembro de 2025. Em nenhum dos 31 dias foi registrado um número de colaboradores próximo ao estipulado no acordo.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.



