Voz de Tamar: suspeito de estupro é preso durante operação da Polícia Civil em MG
Crime teria ocorrido em loja automotiva de homem de 35 anos. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em Muriaé

Um homem de 35 anos suspeito do crime de estupro foi preso nesta segunda (25) durante a operação Voz de Tamar, deflagrada pela Polícia Civil em Muriaé, na Zona da Mata.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido no Bairro Alterosa, onde ficam a residência e o comércio do suspeito. A loja é apontada nos levantamento como a cena do crime, segundo a equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram recolhidos dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo registrada em nome do investigado — que possui permissão como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Também houve a coleta de material genético para exames periciais.
Após os procedimentos, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição da Justiça.

Possibilidade de outras vítimas não foi descartada, segundo PCMG
As investigações prosseguem sob sigilo. A Polícia Civil não descarta a existência de outras vítimas e orienta que novas denúncias sejam registradas diretamente na delegacia do município ou por meio do Disque-Denúncia 181.
"A Polícia Civil atua de forma técnica e sensível em investigações dessa natureza, priorizando o acolhimento humanizado e a proteção. A deflagração da operação também busca encorajar outras possíveis vítimas a romperem o silêncio e procurarem o Estado", ressaltou a delegada responsável pelo caso, Nathalia Magalhães
A equipe da Deam explicou que o histórico das investigações apontou que o homem utilizaria uma imagem social associada à religiosidade e à moralidade para estabelecer vínculos de confiança com as vítimas, facilitando a aproximação.

Operação Voz de Tamar
O nome da operação faz referência à personagem bíblica Tamar, descrita em contextos históricos como símbolo do sofrimento imposto às vítimas de violência sexual.
De acordo com a equipe da PCMG, a denominação alude à importância do acolhimento, da escuta qualificada e do rompimento do silêncio em crimes cometidos mediante manipulação emocional e abuso de autoridade moral.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.



