Por causa de área instável, laudo indica manutenção de interdição no sopé do Morro do Cristo
Documento técnico elaborado por geólogo destaca riscos elevados de desabamento de blocos rochosos, sendo necessárias obras emergenciais para garantir segurança na região central de Juiz de Fora

“Não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo”. Esta foi a conclusão do laudo técnico elaborado pelo geólogo Luiz Wallace divulgado pela Prefeitura de Juiz de Fora nesta sexta (24).
De acordo com o documento, o motivo é a existência de risco geológico muito alto remanescente em um “cenário de grande instabilidade de diversos blocos rochosos e porções de solo, os quais já apresentam feições de instabilidades diversas com risco muito alto de deflagração”.
O laudo indica a necessidade de obras estruturais emergenciais para reduzir os riscos e, apenas depois disso, será possível avaliar a liberação dos imóveis na parte alta das ruas Halfeld, Carmelo, Marechal Deodoro e Constantino Paleta.
A Prefeitura informou que a contratação do anteprojeto das intervenções no Morro do Cristo será na próxima segunda (27).
Alto risco de desmoronamento em diferentes pontos, diz laudo
O laudo foi elaborado entre 27 de março e 21 de abril, a partir de observações de campo, interpretação de dados geológicos regionais, análise geomorfológica e avaliação das condições de estabilidade do maciço rochoso que alcança altura máxima de 230 metros.
Na parte superior das Ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro, foi verificado que há “ninhos de blocos rochosos de volumes expressivos” formados pelo deslocamento do solo residual que ficava na parte mais alta da encosta. Esse material, que se depositou ao longo da superfície rochosa e no corte mecânico na ‘Trilha do Tostão’, está instável e pode sofrer novos deslocamentos.
Já na parte superior da Halfeld, logo abaixo do Mirante do Cristo, há grande volume de material que deslizou e se depositou ao longo da parte central e inferior da encosta, que apresenta risco de novos deslizamentos. Nesta área há blocos de rocha de volumes e dimensões expressivas, individualizados, que também estão instáveis. Na região, há placas rochosas típicas de alívio de tensão que não foram afetadas pelo movimento deflagrado pela chuva, porém também apresentam comportamento “desfavorável à estabilidade”.

Na parte superior da Rua do Carmelo, segundo o geólogo, estão os solos com composições mais diversificadas, incluindo blocos rochosos que se depositaram ao longo da cicatriz provocada pelo fluxo de massa que ocorreu no local, sem chegar ao sopé da encosta.
No momento da inspeção, eles apresentavam risco remanescente de queda e/ou rolamento, gerando risco muito alto devido à iminência de movimentação destes blocos, que podem atingir edificações ou desencadear novo deslizamento.
O documento indica que alguns dos blocos que estão em pontos de declividade acentuada encontram-se “parcialmente descalçados”, o que indica alto risco de queda e/ou rolamento deste blocos.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.






