O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou que obteve na Justiça a condenação de um policial civil, que atua em Ubá, acusado de liderar uma milícia privada, armada, na Região da Zona da Mata. O
Segundo o MPMG, o Poder Judiciário condenou o réu a 11 anos e três meses de prisão, pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva, tendo sido decretada a perda do cargo público do agente.
O investigador condenado, que está preso desde o dia 28 de novembro de 2024, ainda responde outras duas ações penais na Comarca de Ubá: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo cometimento do delito de obstrução a investigação de organização criminosa.
Justiça acata argumentos da Promotoria
Para a Justiça, o réu estruturou um grupo armado que operava à margem da legalidade, usando táticas e aparatos estatais para prestação de segurança privada, valendo-se de seu cargo para captar clientes para sua empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas.
Segundo as apurações, os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos dos contratantes da empresa de segurança.
Na sentença condenatória, também foi reconhecido que o réu era o verdadeiro proprietário e/ou possuidor dos veículos de luxo e da aeronave que foram apreendidos na 1ª fase da operação, tendo sido determinada a perda dos bens, salvo direitos de terceiros de boa-fé.
Milícia privada
Investigações do MPMG junto à Polícia Civil ainda registraram novas prisões em dezembro de 2025. Durante
No curso das investigações, foram encontradas provas documentais contendo planilhas de pagamento, escalas, movimentações bancárias e planejamento que envolviam a participação de servidores públicos e agentes privados na prestação ilegal de segurança privada.
De acordo com o MPMG, a equipe de agentes públicos recrutada também ficava responsável pelas escoltas armadas de particulares na cidade de Ubá, especialmente de empresas, mediante o recebimento de valores.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram encontradas provas documentais contendo planilhas de pagamento, escalas, movimentações bancárias e planejamento que envolviam a participação de servidores públicos na prestação ilegal de segurança privada.
Por conta da atividade desenvolvida, foi detectado que os investigados adquiriram patrimônio luxuoso, inclusive um avião e carros importados, apreendidos nas
*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira