Policial civil é condenado a 11 anos de prisão por integrar milícia privada

Homem estava preso desde 2024 por integrar esquema de corrupção na Zona da Mata

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou que obteve na Justiça a condenação de um policial civil, que atua em Ubá, acusado de liderar uma milícia privada, armada, na Região da Zona da Mata. O homem havia sido preso em 2024, durante a operação Sequência Máxima, que investigava a atuação de um grupo criminoso na Zona da Mata.

Segundo o MPMG, o Poder Judiciário condenou o réu a 11 anos e três meses de prisão, pelos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva, tendo sido decretada a perda do cargo público do agente.

O investigador condenado, que está preso desde o dia 28 de novembro de 2024, ainda responde outras duas ações penais na Comarca de Ubá: uma pela prática de 272 crimes de corrupção e outra pelo cometimento do delito de obstrução a investigação de organização criminosa.

Justiça acata argumentos da Promotoria

Para a Justiça, o réu estruturou um grupo armado que operava à margem da legalidade, usando táticas e aparatos estatais para prestação de segurança privada, valendo-se de seu cargo para captar clientes para sua empresa de segurança, que operava mediante coações e cobrança de vantagens indevidas.

Segundo as apurações, os serviços prestados pelo agente incluíam escoltas armadas e intervenções em ocorrências policiais, com o uso de viatura, armamento e sistemas restritos da Polícia Civil, inclusive com ameaças a desafetos dos contratantes da empresa de segurança.

Na sentença condenatória, também foi reconhecido que o réu era o verdadeiro proprietário e/ou possuidor dos veículos de luxo e da aeronave que foram apreendidos na 1ª fase da operação, tendo sido determinada a perda dos bens, salvo direitos de terceiros de boa-fé.

Milícia privada

Investigações do MPMG junto à Polícia Civil ainda registraram novas prisões em dezembro de 2025. Durante a Operação Hígia iniciada em dezembro de 2025 integrantes suspeitos de participarem do grupo criminoso foram presos.

No curso das investigações, foram encontradas provas documentais contendo planilhas de pagamento, escalas, movimentações bancárias e planejamento que envolviam a participação de servidores públicos e agentes privados na prestação ilegal de segurança privada.

De acordo com o MPMG, a equipe de agentes públicos recrutada também ficava responsável pelas escoltas armadas de particulares na cidade de Ubá, especialmente de empresas, mediante o recebimento de valores.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram encontradas provas documentais contendo planilhas de pagamento, escalas, movimentações bancárias e planejamento que envolviam a participação de servidores públicos na prestação ilegal de segurança privada.

Por conta da atividade desenvolvida, foi detectado que os investigados adquiriram patrimônio luxuoso, inclusive um avião e carros importados, apreendidos nas fases anteriores da operação.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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