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Operação bloqueia R$ 250 milhões em bens na Zona da Mata e cumpre mais de 100 mandados

Ação investiga ilegalidades identificadas durante a construção de um Centro Administrativo em Ubá, iniciada em 2022,

Por, Juiz de Fora
Operação cumpriu mais de 100 mandados e bloqueou R$ 250 milhões
Operação cumpriu mais de 100 mandados e bloqueou R$ 250 milhões • MPMG / Divulgação

Cerca de R$ R$ 250 milhões foram bloqueados durante a operação Epicentro deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ação investiga crimes de organização criminosa, peculato, fraudes em licitações e contratações, corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPMG, investigações examinam graves ilegalidades identificadas durante a construção de um Centro Administrativo em Ubá, iniciada em 2022, durante a gestão passada. Ao todo foram cumpridos 101 mandados judiciais em uma operação realizada em três dias nesta semana.

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As ordens foram cumpridas nas cidades de Ubá, Divinésia, Belo Horizonte e Congonhas, Juiz de Fora, Leopoldina e Visconde do Rio Branco. Entre os investigados e representados, estão autoridades e ex-autoridades do Poder Executivo, secretários e ex-secretários municipais, assessores e ex-assessores, empresários, pessoas jurídicas e demais alvos.

O Promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, coordenador regional do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) da Zona da Mata  destacou que, no momento, os investigados permanecerão em sigilo.

"No momento os nomes dos investigados e os méritos dos trabalhos investigados não serão divulgados em razão da necessidade da preservação das apurações que estão em andamento.", destacou

A operação MPMG, por meio da Procuradoria de Competência Originária (PCO) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Visconde do Rio Branco, e a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), por meio da 2ª Delegacia Regional de Ubá.

Conforme o MP, perícias realizadas pelos órgãos técnicos apontaram indícios de manipulação do processo licitatório. A prova técnica produzida indica que imóveis públicos municipais negociados com a empresa contratada, para pagamento do contrato administrativo, foram subavaliados, gerando prejuízo milionário ao Município.

Ainda no contexto, estão sendo investigadas irregularidades ambientais em permutas envolvendo áreas verdes e áreas de equipamentos comunitários, com violação à legislação de parcelamento do solo urbano e às normas ambientais urbanísticas.

As apurações também incluem desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de contratos administrativos para empresas e empresários ligados aos agentes políticos investigados. Entre os casos apurados, estão contratos firmados durante o período de calamidade pública decorrente das enchentes ocorridas em Ubá em fevereiro de 2026.

Irregularidades em contratos para serviços de limpeza

As provas foram reunidas entre documentos e testemunhas de fraudes em licitações e contratações ocorridas durante a atual gestão municipal. As irregularidades envolvem especialmente contratos firmados com empresas para prestação de serviços de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos.

Segundo MP, há fortes indícios de que integrantes dos grupos investigados realizavam falsidades e lavagem de dinheiro, com a utilização de "laranjas" para a prática dos crimes. Os investigados teriam agido mediante grave ameaça e intimidação contra aqueles que contrariassem seus interesses privados.

Na segunda-feira (19), foram cumpridos 17 mandados de busca e sete mandados de indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Ubá, Juiz de Fora, Leopoldina e Visconde do Rio Branco.

Operação levou três dias

Nessa quarta-feira (21), foram cumpridos 28 mandados de busca e 17 mandados de indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens foram cumpridas nas cidades de Ubá, Divinésia, Belo Horizonte e Congonhas.

Nesta quinta-feira (22), foram cumpridos quatro mandados de busca e quatro mandados de constrição de bens — que determinam bloqueio ou restrição de uso de bens dos investigados —, todos em Ubá. Os imóveis permutados pelo Município para a construção do Centro Administrativo foram indisponibilizados pela Justiça, totalizando 24 imóveis.

Bens bloqueados pela justiça

Foram bloqueados cerca de R$ R$ 250.000.000,00  pertencentes aos investigados. Diversos veículos, máquinas e materiais de interesse às investigações foram apreendidos e estão sendo analisados pela força-tarefa envolvida nos trabalhos.

No momento, os nomes dos investigados e o mérito dos trabalhos não serão divulgados, em razão da necessidade de preservação das apurações.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

 

 

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