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Marcha reúne grupos em JF no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

'Estamos em luta para evitar o luto' foi o tema da manifestação. Programação segue até sexta (30)

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Integrantes de diferentes grupos e movimentos participaram de "Marcha contra a Mortalidade Materna" em Juiz de Fora
Integrantes de diferentes grupos e movimentos participaram de "Marcha contra a Mortalidade Materna" em Juiz de Fora  • Tami Orlando/Maio Furtacor

O Parque Halfeld, Calçadão e Praça da Estação sediaram nesta quarta-feira (28) uma marcha pelo Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, Neste ano, o tema é ”Estamos em luta para evitar o luto”.

O evento foi organizado pelo Comitê Municipal de Prevenção à Mortalidade Materna, Infantil e Fetal e da rede Alyne Pimentel, contando com a presença de profissionais e estudantes da área de saúde e outras, gestantes, puérperas, familiares e movimentos sociais, além da população em geral.

Ana Beatriz Querino, enfermeira obstetra da Prefeitura de Juiz de Fora e membro do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna Infantil e Fetal, destacou que na maior parte dos casos que termina em óbito, o desfecho poderia ter sido outro.

"A gente precisa, urgente, reduzir a mortalidade materna, infantil e fetal. É necessário, urgentemente, porque ainda, no Brasil, a gente ainda perde mulheres durante gravidez. Na maioria das vezes, 92% dos casos são mortes evitáveis. Essas mulheres não deveriam ter morrido. E muitas das vezes, quando você vai para uma maternidade para ganhar um bebê, mesmo que você não planeje, principalmente quando você planeja, quando você faz um pre-natal, quando você comemora com a família e, de repente, entra uma mulher para parir e não sai ela, e às vezes não sai nem o bebê. Então a gente precisa, urgentemente unir forças".

Da marcha à prática

O movimento também tem o objetivo de reconhecer ações educativas desenvolvidas por instituições de saúde, ensino e outros setores para o enfrentamento da mortalidade materna e infantil.

Isso inclui capacitações para equipes sobre emergências obstétricas, rodas de conversa com gestantes sobre pré-natal qualificado, workshops sobre direitos reprodutivos e sexuais, pré-natal, iniciativas de humanização do parto e nascimento, saúde da mulher negra entre outras.

Para participar das ações educativas, as instituições devem se inscrever previamente no formulário eletrônico e enviar materiais relativos às ações até sexta (30). As três melhores ações serão premiadas, receberão certificados, brindes e divulgação institucional, com resultados divulgados no site da Prefeitura de Juiz de Fora.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.