LIRAa aponta médio risco para dengue, chikungunya e zika em Ubá
Município registrou Índice de Infestação Predial de 1,5% no terceiro levantamento de 2026

A Secretaria Municipal de Saúde de Ubá divulgou o resultado do terceiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O município registrou um Índice de Infestação Predial de 1,5%, mantendo-se na faixa de médio risco para a transmissão de dengue, chikungunya e zika, mesmo patamar verificado na pesquisa anterior, feita em maio. O levantamento foi realizado entre 31 de agosto e 4 de setembro.
Ao todo, os agentes de saúde vistoriaram 2.866 imóveis em diversas regiões da cidade para mapear a presença do vetor.
Os dados mostram que quase metade dos focos do mosquito (47,8%) está concentrada em recipientes móveis de uso cotidiano, como vasos, pratos de plantas, recipientes com plantas aquáticas e bebedouros de animais. Em seguida aparecem os depósitos fixos, como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso, que somam 19,6% dos criadouros.
Já os reservatórios de água ao nível do solo, a exemplo de tambores e barris, representam 15,2% dos focos, enquanto o descarte irregular de resíduos, como garrafas e latas, corresponde a 10,9%.
Apesar da estabilidade no indicador, a Vigilância em Saúde alerta que a população não deve relaxar os cuidados. A manutenção do nível de médio risco reforça a necessidade de vistorias frequentes nas residências e quintais, com atenção especial aos recipientes simples do dia a dia que costumam acumular água parada despercebidos.
Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.


