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Justiça condena integrantes de organização criminosa na Zona da Mata

Os quatro réus foram denunciados pelo MPMG no âmbito da na Operação 'Sideways' por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e atuação estruturada em núcleos

Por, Juiz de Fora
Parte do dinheiro apreendido durante a Operação Sideways, do MPMG • MPMG/Divulgação

A Justiça condenou quatro integrantes de uma organização criminosa responsável por tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e atuação estruturada em núcleos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

A sentença foi proferida pela Vara Única da Comarca de Rio Pomba no dia 5 de abril e é resultado de investigações conduzidas no âmbito da operação Sideways, do MPMG, que desmantelou um complexo esquema criminoso voltado ao refino de cocaína, fornecimento de insumos químicos e ocultação de recursos ilícitos.

Os dois homens foram condenados a penas de 79 e 66 anos de reclusão e as duas mulheres a penas de 21 anos de reclusão. Todos foram condenados ao pagamento de multa e deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.

Segundo a sentença, a condenação reflete a gravidade concreta das condutas, o alto grau de profissionalização da organização criminosa e o impacto social do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro.

Operação Sideways

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora e pela Promotoria de Justiça de Rio Pomba, com de policiais militares e civis de Minas Gerais, além de equipes dos Gaecos e policiais de Campinas/SP, Sorocaba/SP e Rio de Janeiro/RJ.

Conforme apurado pelo MPMG, o grupo atuava de forma organizada desde, ao menos, 2019, com divisão de tarefas bem definida.

Um dos condenados exercia a liderança do núcleo instalado em Cabreúva e Jundiaí (SP), responsável pelo fornecimento de drogas e insumos para o núcleo mineiro, sediado principalmente em Visconde do Rio Branco e Rio Pomba.

Outro réu foi identificado como operador financeiro e logístico, encarregado da movimentação milionária de valores provenientes do tráfico e do transporte de drogas e substâncias utilizadas no refino de entorpecentes.

As duas rés condenadas atuavam como intermediárias, permitindo a lavagem de capitais por meio da utilização de contas bancárias e empresas de fachada, além da ocultação patrimonial.

As investigações contaram com interceptações telefônicas, quebras de sigilos bancário e telemático, relatórios de inteligência financeira e laudos periciais, que comprovaram a atuação integrada do grupo e a movimentação de valores sem origem lícita, na casa dos milhões de reais.

Por

Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.