Audiência pública discute aumento de casos de hepatite A em Juiz de Fora
Segundo SES-MG, 74% dos casos no Estado foram registrados no município. Reunião será na terça (26) no plenário do Legislativo.

A Câmara Municipal realiza, nesta terça-feira (26), às 15h, uma audiência pública para discutir o aumento de casos de hepatite tipo A em Juiz de Fora. O município concentra mais de 70% dos casos em Minas Gerais.
O objetivo do encontro solicitado pelo vereador Sargento Mello Casal (PL), é ampliar o diálogo entre profissionais da saúde, gestores públicos e a população diante do cenário enfrentado tanto no SUS quanto na rede privada.
Os gerentes das 48 Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram convocados para participar do debate, além dos diretores das UPAs, do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, do Hospital São Vicente de Paulo, do Hospital Universitário (HU-UFJF), da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Doutor João Penido.
Casos registrados em 2026
Em Juiz de Fora, foram confirmados 816 casos da doença até o momento. O número representa quase 74% dos casos de Minas Gerais, que soma 1.105 confirmações.
Os dados foram repassados à Itatiaia nesta quarta (20) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
E segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade, foi registrado um óbito por hepatite A em Juiz de Fora, em 2026.
Hepatite A
A hepatite A é uma infecção causada por vírus, também conhecida como hepatite infecciosa. Os sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde, são inespecíficos. Inicialmente, os sinais são fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia.
A doença é conhecida por deixar a pele e os olhos amarelados, quadro chamado de icterícia. Antes desse sintoma, os pacientes apresentam urina escura. Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e duram menos de dois meses. Em casos graves, a doença pode causar morte ou desencadear doença autoimune grave.
A transmissão ocorre por contato oral-fecal e está ligada a condições inadequadas de saneamento básico, higiene pessoal e pelo consumo de água e alimentos contaminados. O contágio também pode ocorrer por meio de práticas sexuais anal e oroanal.
O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue. Não há tratamento específico para hepatite A. Geralmente, os médicos prescrevem medicamentos para garantir o balanço nutricional adequado, incluindo a reposição de fluidos perdidos com vômitos e diarreia. A hospitalização é indicada apenas nos casos de insuficiência hepática aguda.
A vacinação é a principal medida de prevenção contra a infecção. A vacina contra hepatite A faz parte do calendário infantil, no esquema de uma dose aos 15 meses de idade (podendo ser utilizada a partir dos 12 meses até cinco anos incompletos – quatro anos, 11 meses e 29 dias). Não há contraindicações para gestantes e lactantes.
Como se prevenir
Além do imunizante, para prevenir a hepatite A, o Ministério da Saúde recomenda:
- Lavar bem as mãos após usar o sanitário, trocar fraldas e antes de preparar alimentos;
- Lavar frutas, verduras e legumes em água corrente. Os alimentos que serão consumidos crus devem ser colocados em uma solução clorada com 1 litro de água, adicionando 10 ml (1 colher de sopa rasa) de água sanitária a 2,5%, por 15 minutos. A água sanitária não deve ter perfume e deve conter recomendações para uso em alimentos;
- Não tomar banho nem brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo a locais onde haja esgoto;
- Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
- Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar, peixes e carne suína;
- Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária. - Usar as instalações sanitárias;
- Usar preservativos internos ou externos;
- Realizar a higienização das mãos, genitália, períneo e região anal antes e após as relações sexuais.
Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.



