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Juiz de Fora registra queda nos casos de Hepatite A, segundo Prefeitura

De acordo com Subsecretária de Vigilância Sanitária, prevenção e vacinação auxiliaram na redução

Por, Juiz de Fora
Vírus da Hepatite A
Doença é causada pelo vírus da hepatite A (HAV) • Divulgação
A Prefeitura de Juiz de Fora divulgou redução de 88,6% nos registros de hepatite A. Conforme os dados divulgados, na comparação entre a semana epidemiológica 11, quando foi registrado o pico de 132 casos, e a semana epidemiológica 18, com 15 casos confirmados. Os dados ainda estão sujeitos a atualização.
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SsVS) ressalta que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a hepatite A. Além das crianças, a vacina também está disponível para pessoas com condições clínicas especiais, como doenças hepáticas, trissomias, fibrose cística, transplantados, imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV/AIDS, usuários de PrEP e, de forma excepcional, contatos domiciliares e sexuais de casos confirmados.

As equipes de saúde seguem atuando nos territórios com ações de vacinação, testagem, investigação epidemiológica, inspeções sanitárias, distribuição de hipoclorito de sódio e acompanhamento dos casos confirmados.

Combate a transmissão da doença

A redução nos casos, conforme a Subsecretária de Vigilância Sanitária, Louise Cândido, deve-se ao trabalho de diagnóstico precoce e prevenção da transmissão do vírus HAV.

"O município tem reforçado a vigilância dos casos de Hepatite A. Principalmente com a detecção precoce e investigação detalhada. Além disso, durante a investigação são levantados os contatos domiciliares e sexuais desses casos, para verificar se algum deles está elegível para vacinação", explicou.

Ela explica que a vacinação para os contatos domiciliares é indicada na faixa de 11 a 39 anos e nos casos sexuais não há limite de idade, mas ela deve acontecer em até 14 dias da exposição.

Louise ainda reforça ações realizadas pela Vigilância Sanitária.

"Além dessas ações de detecção precoce, são feitas intensificações com a vigilância sanitária, que reforçou as inspeções em estabelecimentos do gênero alimentício, ações de educação e saúde reforçando para população ações de higiene. Como proceder em casos de sintomas, para melhorar a oportunidade desses pacientes de serem precocemente diagnosticado", finalizou.

Como ocorre a transmissão

A transmissão da hepatite A acontece, principalmente, pela via fecal-oral, por meio do consumo de água ou alimentos contaminados.

O contágio também pode ocorrer pelo contato próximo com pessoas infectadas, especialmente em ambientes de convivência coletiva, além de situações envolvendo práticas sexuais desprotegidas com contato íntimo. A transmissão por sangue é considerada rara.

Sintomas da doença

Nem todas os casos apresentam sintomas. Quando presentes, os sinais mais comuns incluem fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação intestinal ou diarreia. Também pode ocorrer urina escura antes do aparecimento da icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.

Os sintomas costumam surgir entre 15 e 50 dias após a infecção e, geralmente, duram menos de dois meses.

Em caso de sintomas ou suspeita de exposição à doença, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde.

Medidas para prevenção de contaminação

A Secretaria de Saúde ressalta algumas orientações importantes para prevenção da hepatite A:

  • Lavar bem as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas e antes de manipular alimentos;
  • Higienizar frutas, verduras e legumes em água corrente. Os alimentos consumidos crus devem permanecer por 15 minutos em solução preparada com 1 litro de água e 10 ml de água sanitária sem perfume;
  • Evitar contato com enchentes, valões, riachos contaminados e locais com esgoto;
  • Não construir fossas próximas a poços e nascentes;
  • Cozinhar bem alimentos, especialmente frutos do mar, peixes e carne suína;
  • Higienizar adequadamente utensílios domésticos;
  • Utilizar preservativos nas relações sexuais.

Quem tem direito à vacina

A vacina está disponível para:

  • Crianças de 15 meses a menores de 5 anos não vacinadas;
  • Gestantes;
  • Pessoas com doenças hepáticas;
  • Imunossuprimidos;
  • Pessoas em uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP);
  • Pessoas não vacinadas de 11 a 39 anos que sejam contatos domiciliares de casos confirmados;
  • Contatos sexuais de casos confirmados, independentemente da idade.

Também recebem o imunizante pessoas acima de 1 ano com condições clínicas especiais, como hepatopatias crônicas, hepatite B e C, fibrose cística, trissomias, hemoglobinopatias, pacientes transplantados ou candidatos a transplante, entre outras condições previstas pelo Ministério da Saúde.

A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, e aos sábados, das 8h às 11h. Também é ofertada no Serviço de Assistência Especializada (SAE) de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira
Por

Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.