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Review - LEGO Batman: Legacy of The Dark Knight é homenagem justa ao Cavaleiro das Trevas

Jogo da TT Games reúne décadas de história do herói em uma trama original e mundo aberto repleto de conteúdo

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LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight
LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight • Divulgação/Warner Bros.

Desenvolvido pela TT Games em parceria com a Rocksteady Studios, responsável pela trilogia Arkham, LEGO Batman: Legacy of The Dark Knight (O Legado do Cavaleiro das Trevas) chega mais de uma década depois do lançamento anterior, de 2014. A proposta reúne referências de praticamente toda a história audiovisual do personagem, dos quadrinhos aos filmes mais recentes, em uma narrativa original construída especialmente para o game.

A campanha acompanha a trajetória de Bruce Wayne desde a infância, com a morte dos pais, passando pelo treinamento com a Liga das Sombras, o retorno a Gotham como um herói ainda inseguro, até a maturidade como líder de uma verdadeira família de heróis ao lado de Robin e Batgirl.

A trama é dividida em capítulos que remontam diferentes eras do personagem no cinema, com elementos que remetem ao Batman de Michael Keaton, à trilogia dirigida por Christopher Nolan e ao filme mais recente de Matt Reeves, de 2022.

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O resultado não é uma adaptação direta de nenhuma dessas obras, mas uma recombinação de momentos icônicos em situações inéditas. Um mesmo capítulo pode reunir referências de filmes distintos em uma única sequência de missões, com o humor característico da franquia suavizando elementos que, nas fontes originais, costumam ser mais sombrios.

O jogo chegou às lojas em 22 de maio, com acesso antecipado da Edição Deluxe liberado três dias antes. Está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. A Itatiaia recebeu da Warner Bros. Games a versão de Xbox Series S de LEGO Batman: Legacy of The Dark Knight.

Uma Gotham que eu não esperava sentir vontade de explorar

O primeiro choque foi visual. Sabia que o jogo ia ter uma Gotham maior e mais aberta que os anteriores, mas não esperava me pegar parado em cima de um prédio só observando a chuva escorrer pelo traje do Batman, com o neon da cidade refletindo nas poças d'água. Em nenhum momento da campanha achei que estava jogando "mais um" LEGO. A ambientação carrega peso de verdade, mesmo com a estética de blocos.

A Gotham de 'O Legado do Cavaleiro das Trevas' é viva • Divulgação/Warner Bros.
A Gotham de 'O Legado do Cavaleiro das Trevas' é viva • Divulgação/Warner Bros.

Passei horas fazendo coisas que não tinham nada a ver com a missão principal. Peguei o Batmóvel só para atravessar a cidade sem pressa, subi em antenas de prédio sem motivo, testei praticamente todo veículo que apareceu na garagem da Batcaverna. Não é um mapa gigantesco comparado a outros mundos abertos que já joguei, mas é um mapa que dá vontade de ficar.

O Batmóvel possui diversar variações no game • Divulgação/Warner Bros.
O Batmóvel possui diversar variações no game • Divulgação/Warner Bros.

O combate me pegou de surpresa

Confesso que fiquei receoso quando vi que o combate tinha influência direta da trilogia Arkham. Achei que ia ser uma versão capada, sem graça, só para dizer que existe. Não foi bem assim. Os primeiros combos ainda parecem familiares demais aos jogos da Rocksteady, mas o jeito como cada gadget dos personagens se encaixa nas brigas deu uma identidade própria para o sistema.

O que menos me convenceu foi a variedade dos confrontos. Bati em muitos grupos de inimigos genéricos ao longo da campanha, e depois de um tempo comecei a reconhecer os mesmos padrões se repetindo. Joguei na dificuldade padrão disponível e nunca cheguei perto de perder uma luta — o que não chega a ser um problema grave, porque entendi rápido que o jogo não quer me punir, quer me deixar brincar.

Onde a história quer chegar?

A campanha mistura referências de praticamente toda a filmografia do Batman: desde as cores vibrantes, personagens e trajes do Batman de Michael Keaton, bastante trilogia do Nolan, pitadas do filme mais recente do Matt Reeves. No começo, achei essa mistura meio 'doida'. Vários capítulos pareciam contar histórias soltas, sem muita conexão entre si.

O Legado do Cavaleiro das Trevas equilibra os conceitos de diversão e puzzles • João Pedro Andrada/Itatiaia
O Legado do Cavaleiro das Trevas equilibra os conceitos de diversão e puzzles • João Pedro Andrada/Itatiaia

Mudei de ideia nos capítulos finais. É só ali que as pontas soltas começam a se amarrar, e percebi que aquilo que parecia disperso, na verdade, tinha um propósito. Não é a melhor história de Batman que já acompanhei, longe disso, mas é sincera com a proposta: contar essa jornada com humor, sem nunca perder o respeito pelo personagem.

Puzzles bem pensados e divertidos

Se tem algo que me fez lembrar por que gostava tanto dos jogos antigos de LEGO, foram os puzzles. Alternar entre personagens para resolver um mesmo obstáculo continua sendo satisfatório do jeito que sempre foi, e o retorno do Charada com seus enigmas deu um gostinho de detetive que eu sentia falta nesse tipo de jogo. Não são desafios difíceis, mas são bem pensados, e resolvê-los nunca pareceu perda de tempo.

Desempenho impecável na minha experiência

Aqui vai algo que talvez surpreenda quem já leu outras análises do jogo: não tive absolutamente nenhum problema de desempenho jogando no Xbox Series S. Nenhuma queda de quadros perceptível durante a exploração da cidade, nenhuma engasgada nas transições entre gameplay e cutscenes. Joguei tranquilo do primeiro ao último capítulo, sem interrupções técnicas que tirassem o clima da experiência.

Detalhes da água escorrendo pelo capacete do Batman • João Pedro Andrada/Itatiaia
Detalhes da água escorrendo pelo capacete do Batman • João Pedro Andrada/Itatiaia

A dublagem me arrancou risadas

Preciso dizer: raramente uma dublagem brasileira me impressiona tanto quanto essa me impressionou. O tom grave do Batman equilibrado com o timing cômico das falas funciona perfeitamente. Tem cena que ri alto sozinho no sofá por causa de uma piada bem entregue por um dublador. Isso, para mim, eleva o jogo inteiro. 10/10.

O jogo é cheio de referências aos filmes do Batman • João Pedro Andrada/Itatiaia
O jogo é cheio de referências aos filmes do Batman • João Pedro Andrada/Itatiaia

Vale a pena jogar?

Terminei Legacy of The Dark Knight com a sensação de ter jogado algo que realmente amadureceu a franquia sem perder a essência que sempre a definiu. Não esperava sair tão surpreendido, principalmente depois de anos sem um LEGO Batman novo.

O combate ainda pode evoluir em variedade, e a narrativa demora para se encontrar, mas no fim das contas fechei o jogo com vontade de voltar só para completar a coleção de trajes e veículos que ainda restou.

Nota: 4,5/5

Ficha técnica

  • Lançamento: 22/05/2026 (acesso antecipado da Edição Deluxe em 19/05/2026)
  • Desenvolvedora: TT Games, em colaboração com Rocksteady Studios
  • Distribuidora: Warner Bros. Games
  • Plataformas: PS5, Xbox Series X|S, PC, Nintendo Switch 2
  • Versão analisada: Xbox Series S
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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta de games.

 

 

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