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MVP, Adenízia desabafa após título da Superliga: 'Não acreditaram na gente'

A central do Praia Clube foi eleita a melhor jogadora da temporada da Superliga Feminina de Vôlei

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Adenízia vibra com o título da Superliga Feminina de Vôlei pelo Praia Clube
Adenízia vibra com o título da Superliga Feminina de Vôlei pelo Praia Clube • CBV/Divulgação

Capitã do Praia Clube, campeã da Superliga Feminina de Vôlei neste domingo (3), Adenízia desabafou após a vitória sobre o Gerdau Minas. Eleita a melhor jogadora da temporada, a central relembrou a trajetória da equipe, que foi de "desacreditada a campeã".

"Não tenho nem o que falar. Passam várias coisas na cabeça, cada momento que choramos, treinamos com dor, noites sem dormir, principalmente a minha responsabilidade na equipe. Saber que dou energia para essas meninas, que dependem de mim por tudo o que represento. Se apoiaram em mim. Agradeço ao apoio mental que tive, não foi fácil. Foram noites em claro. Nossos treinos acabavam às 22h, eu depois conversava com o Rui, que nossa equipe não estava tão dando certo, o que poderíamos fazer de diferente. É uma retrospectiva muito difícil, mas é gratificante ter essa medalha no peito. Faria tudo de novo", afirmou à Itatiaia.

"A minha motivação é estar aqui. Há um ano, entrei para receber o prêmio de melhor central sozinha, sem minha equipe, e sofri. Hoje entrei com meu time, que passou de desacreditado a campeão. Merece muito. Se ganhei MVP e melhor central, eu não teria isso sem minha equipe. Quem tiver com dificuldades, não desacredite. Esse time teve fé, passamos por muitas coisas e só nós sabemos nossa história", seguiu.

Aos 39 anos, a campeã olímpica em Londres-2012 é a capitã e uma das principais lideranças da equipe do Praia Clube, comandada pelo português Rui Moreira.

Adenízia, que já havia conquistado a Superliga Feminina em 2010 e 2012, pelo Osasco, valorizou a trajetória da equipe do Praia Clube no torneio.

"Tudo o que passamos é fácil falar agora, mas vivemos tantas coisas. Fomos xingadas, fizeram comboio para não ir aos jogos, o estádio já não estava cheio. A torcida, realmente, abandonou a gente em alguns momentos. Não todos, óbvio, quem ficou com a gente até o final estava aqui hoje. Teve uma parcela que não acreditou na gente. Entramos em quadra em todos momentos por nós e pelas pessoas que não desistiram de nós. Há um mês, não era para estarmos aqui. E hoje estamos aqui. Estou feliz demais por esse time", concluiu.

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Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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Paulo Azeredo é apresentador do programa Tiro de Meta, repórter e produtor do programa Rádio Esportes. Comecei na Itatiaia em maio de 2022 e já tive oportunidade de cobrir as Copas do Mundo de 2010 e 2014, Mundial de Clubes no Marrocos em 2013 e jogos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.