Justiça nega novo pedido de liminar de Tiffany Abreu, que segue sem atuar na Superliga
Justiça rejeitou novo pedido da jogadora para voltar à Superliga; decisão mantém os efeitos do julgamento do STJD que restringiu sua participação

A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta sexta-feira (6), um novo pedido de liminar apresentado pela jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, para poder voltar a jogar na Superliga Feminina 2026/27. A decisão foi tomada pela 14ª Vara Cível da Comarca da Capital.
A atleta buscava anular a decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD), que manteve a restrição à sua participação na competição. Ao indeferir o pedido, a magistrada considerou que a discordância da jogadora em relação ao julgamento desportivo não era suficiente para suspender seus efeitos.
"A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos", foi a justificativa.
Esta é a terceira decisão consecutiva favorável à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Em 23 de outubro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu uma liminar que autorizava a participação de Tifanny. No mesmo dia, o STJD negou, por unanimidade, o pedido apresentado pela atleta.
Com isso, Tifanny segue sem condições de atuar na Superliga, enquanto a ação judicial continua em tramitação. Em nota, a CBV reafirmou o compromisso de cumprir as decisões da Justiça e defendeu a aplicação de sua Política de Elegibilidade.
Entenda o caso
Em agosto, a CBV passou a seguir os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.
Dessa forma, a oposta Tiffany Abreu, primeira transexual que atuou no vôlei feminino brasileiro, ficou impedida de jogar. Aos 41 anos, ela atua pelo Osasco, onde é multicampeã.
Torneios com nova diretriz
O Comitê Olímpico Internacional (COI), a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e a Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV) já adotaram essa medida, que foi criada em março de 2026.
A política entra em vigor a partir de agosto e vale para as competições da CBV: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.
Mineiro, Daniel Costa é jornalista formado pela Universidade FUMEC (BH). Apaixonado por esporte e comunicação, atuou como cronista e repórter esportivo em veículos como Doentes Por Futebol, Deus me Dibre, Esporte News Mundo e Brasileirão. Hoje, colabora com o Itatiaia Esporte.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.




