Os bastidores do Itambé Minas, equipe masculina de vôlei do clube de Belo Horizonte, estão agitados nas últimas semanas. A Itatiaia apurou detalhes sobre o impasse entre diretoria e jogadores pela suposta premiação pelo vice-campeonato no Mundial de Clubes, o processo de rescisão de Murilo Radke e também sobre a preocupação em relação à queda de desempenho na Superliga Masculina.
Neste momento, a equipe comandada pelo técnico Guilherme Novaes ocupa a quinta colocação na competição nacional.
‘Briga pelo Bicho’
Abaixo, veja detalhes de alguns momentos importantes dos bastidores do Minas nesta temporada.
O primeiro momento de tensão entre elenco e diretoria foi logo após a disputa do Mundial na Índia, em dezembro de 2023. O grupo esperava que, com a boa campanha, parte da premiação de 100 mil dólares (R$ 496 mil na cotação atual) fosse dividida entre os jogadores, o que não foi realizado.
De acordo com apuração de Itatiaia, o elenco entendia que a discussão seria sobre a porcentagem que cada parte teria direito. De volta ao Brasil, foram surpreendidos com a decisão do clube em ficar com todo o valor.
A expectativa de ganhar parte do “bicho” foi comemorada durante o Mundial de Clubes. Atletas que passaram por outras equipes com o padrão de dividir as premiações, questionaram a diretoria do minas-tenista. Como resposta, teriam ouvido que nada havia sido prometido e a verba seria necessária para cobrir outros gastos.
A diretoria minas-tenista tem, por política histórica do clube, não pagar o chamado ‘bicho’. Por isso, não houve em em nenhum momento a promessa do pagamento aos jogadores.
O impasse foi noticiado inicialmente pelo O Tempo nesta terça-feira (6). De acordo com a apuração da Itatiaia, no entanto, o assunto já era considerado superado e estava frio neste momento. Agora, com a publicidade do caso, novas conversas internas estão previstas.
Rescisão de Murilo Radke
Contratado para ser o titular da equipe, Murilo Radke não conseguiu se firmar em nenhum momento e
Ainda de acordo com informações obtidas pela reportagem, a relação do atleta com o Guilherme Novaes nunca foi problema pessoal entre os dois. A saída do atleta não foi uma decisão da comissão técnica. Apesar de entender que estava bem e poderia ter mais minutos em quadra, Murilo não teria tido nenhuma briga importante com o treinador.
Outras pessoas do clube, com cargo de direção, entendiam que o levantador estaria prejudicando o ambiente da equipe. Essa avaliação de gestores foram importantes para a decisão de romper o contrato.
Pessoas ouvidas pela reportagem, no entanto, dizem que Murilo Radke não teria deixado de treinar ou tido atritos com companheiros de time. O atleta disse que ainda irá se pronunciar sobre a saída da equipe minas-tenista.
Queda de desempenho
Em meio a esses dois momentos turbulentos, o desempenho do Minas também caiu dentro de quadra. A equipe vice-campeã mundial perdeu a invencibilidade em casa na Superliga e caiu na tabela de classificação da principal competição nacional. A campanha na Copa Brasil também chegou ao fim nas quartas de final, diante de Guarulhos.
Os resultados fizeram com que pessoas ligadas à diretoria do clube discutissem soluções para o retorno dos bons resultados. Movimentos internos não estão descartados.
Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular.