Um dos grandes nomes do vôlei nos anos 90 e 2000, a romena Cristina Pirv esteve presente na Arena UniBH para acompanhar o
Destaque no vôlei da Romênia e da Itália nos anos 90, Cristina desembarcou no Brasil em 1997 para atuar pelo Minas. Foi a primeira de três passagens dela pelo clube, fazendo história com diversos prêmios individuais e o título da Superliga em 2002.
A relação dela com o Brasil foi instantânea, e ficou ainda mais forte quando ela se casou com Giba, outra lenda do vôlei. Pirv teve dois filhos com o brasileiro. Eles se divorciaram em 2012, mas o carinho do e pelo povo brasileiro nunca mudou.
“Eu sempre falo: na razão eu sou Romênia, mas no coração eu sou brasileira. Tenho dois filhos nascidos aqui, meu carinho com o público e o amor deles comigo é inexplicável. Não sei o que aconteceu, mas a adoção que o Brasil me ofereceu é algo extraordinário”, disse em entrevista à Itatiaia.
Cristina esteve na Arena UniBH com a filha, Nicoll, e outro grande nome do esporte, o mineiro Pelé do Vôlei, que é padrinho de batismo dos filhos, o que estreita ainda mais a relação com o Brasil e com Minas.
“Tenho aqui no Minas, em Belo Horizonte, os padrinhos de batismo dos meus filhos, Pelé e Iolanda, que são minha família aqui no Brasil. Então faço uma ponte-aérea Brasil-Romênia. Estou feliz de estar aqui. Toda vez que venho me emociono. Tenho grande carinho. É difícil voltar para a Romênia, mas eu preciso”, afirmou.
Arrependimento de não se naturalizar
No início do século, quando atuava pelo Minas, Cristina esteve no radar da Seleção Brasileira e chegou a ser convidada para se naturalizar e defender o Brasil. No entanto, ela optou por não levar o processo a frente, o que hoje é um arrependimento.
“Acho que vou morrer com esse sentimento. Lógico que me arrependo, mas na época foi a escolha que imaginei ser a certa. Representei muitos anos a seleção da Romênia, fui capitã, então foi difícil essa escolha”, declarou.
Na época, a Romênia não disputava Jogos Olímpicos e Mundiais. Pirv tinha a oportunidade, então, de atuar nessas grandes competições, mas optou por seguir defendendo o país onde nasceu.
Apesar disso, a relação com o Brasil não mudou, e ela fez questão de se declarar novamente: “Depois, Deus me deu essa terra maravilhosa, com filhos, pessoas maravilhosos, meus melhores amigos. Estou aqui, amo Brasil, Minas, Belo Horizonte… é amor”, finalizou.