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Luisa Stefani supera dor pelo vice de Wimbledon e sonha alto no US Open: 'Ajustes finos'

Em parceria com a canadense Gabriel Dabrowski, a tenista brasileira estreia com vitória em Nova York, nos Estados Unidos

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Em 12 de julho, Luisa Stefani e Gabriel Dabrowski foram superadas por Guo Hanyu e Kristina Mladenovic e encerraram Wimbledon como vice-campeãs. Afastadas das quadras desde então, a dupla estreou bem no US Open e sonha alto no torneio em Nova York, nos Estados Unidos.

A estreia foi com vitória dominante sobre Irina Khromacheva e Anastasia DetiucSomando campanhas expressivas em 2026, Luisa Stefani falou com exclusividade à Itatiaia sobre as lições tiradas de Wimbledon e as expectativas para o último Grand Slam da temporada.

"Foi uma excelente campanha em Wimbledon, um momento especial, mas, ao mesmo tempo, fica uma grande decepção e uma derrota amarga para processar. Assim como fizemos em outras derrotas duras, sempre analisamos o jogo, cada um no seu tempo, e unimos o que vimos de várias formas. A parte tática, uma bola ou outra que temos que treinar individualmente, é algo que sempre fazemos, ganhando ou perdendo", iniciou Luisa Stefani.

"A comunicação também. Quanto mais jogamos, mais nos entendemos no que uma precisa da outra, do time e de si mesmo nos momentos importantes do jogo. O que fica mais claro é que grandes jogos são definidos por um ponto ou outro, e o resultado pode não fazer justiça ao que realmente aconteceu. É preciso ter uma perspectiva mais macro dos motivos das derrotas e afulinar mais um pouco, nos detalhes, do que precisamos fazer melhor, saque, devolução, variação ou execução. É fácil olhar o resultado e achar que tem muita coisa a melhorar. Sempre tem, mas, ao mesmo tempo, a maior parte da nossa melhora são ajustes finos, que podem ser feitos durante o jogo. Como lidar em cada momento, vem muito com estar nessas situações e fazer acontecer nas oportunidades", concluiu.

Agora, Stefani e Dabrowski aguardam a dupla vencedora do confronto entre Sara Errani e Lilli Tagger, da Itália e Áustria, e das irmãs Annika e Kristina Penickova, que jogam nesta sexta (4). A segunda rodada deve ser disputada a partir de domingo (5).

Confira, abaixo, mais respostas de Luisa Stefani em entrevista à Itatiaia:

Projeção feita para 2026 e objetivos alcançados até aqui

"No fim do ano passado, na pré-temporada, é um pouco ousado fazer esse comentário, até por não saber como estaríamos. Entramos direto no Australian Open, que foi um grande começo de ano, em cada gira temos melhorado como time, aprendendo melhor os ajustes que temos que fazer como time e individualmente. É uma das razões dos ótimos resultados e colhendo os frutos da parceria. Agora, a preparação é um pouco diferente para o US Open, mas de qualquer forma estamos determinadas em chegar com tudo e continuar brigando por grandes títulos e grandes objetivos até o fim do ano, continuar no embalo do que estamos fazendo, jogando semana após semana, que é o que a gente quer. É o processo que leva às campanhas que vamos longe."

Balanço da temporada

"É um balanço extremamente positivo, uma temporada sólida até aqui, de nível e resultados, que é o que podemos pedir. É uma excelente temporada, no geral. É um contexto totalmente diferente da última vez que jogamos juntas, o principal é unir nossas forças e experiências, positivas e negativas, para somar e fazer o que fazemos de melhor. Nossa química na quadra sempre foi muito natural, desde a primeira vez que jogamos juntas, é mais importante os ajustes finos e a preparação para cada jogo, principalmente com a ajuda dos nossos times, treinadores e preparação física, nossa comunicação tem sido positiva desde o início da temporada. As expectativas, o alinhamento das metas, a química pessoal também é importante para fazermos uma grande temporada. Não tem muito segredo, é o trabalho diário, estarmos em sincronia nas fases boas e difíceis da temporada. Não tenho o que reclamar, feliz com os resultados e os processos feitos até aqui."

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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