Luisa Stefani explica 'sacrifício' em pausa pré-US Open: 'Foi a melhor decisão'
A brasileira volta às quadras, ao lado de Gabriela Dabrowski, após ficar fora dos torneios em Toronto e Cincinnati

Vice-campeã em Wimbledon, em 12 de julho, Luisa Stefani está pronta para voltar às quadras. Em entrevista à Itatiaia, a tenista brasileira explicou a decisão de afastar-se das competições desde o torneio de Londres e, agora, visa a participação no US Open ao lado de Gabriela Dabrowski.
Uma lesão no cotovelo a tirou das disputas dos torneios em Toronto e Cincinnati nas últimas semanas. Stefani defendeu como o "sacríficio" valeu a pena para chegar ao último Grand Slam de 2026, em Nova York, na melhor forma possível. A brasileira projeta outra atuação em grande nível.
"Está super bem (a recuperação da lesão). Olhando para trás, foi uma ótima decisão tirar esse tempo a mais, sacrificar Toronto e Cincinnati para focar na recuperação. Vem do aprendizado dos últimos anos, da experiência, em geral. Às vezes, quando há um incômodo pequeno, empurramos com a barriga, vai jogando e agravando", afirmou.
"Dessa vez, administramos super bem. Tive um volume de jogos alto esse ano, então foi a melhor decisão tirar esse tempo para tratar, priorizar o corpo e não deixar algo pequeno virar algo maior. Estou muito feliz de estar aqui em Nova York, me sentindo bem e com uma semana para estrear firme e forte com a Gabi", concluiu.
Após o período de recuperação, Luisa Stefani voltou a atuar nas duplas mistas em US Open, na segunda (24). Apesar da derrota na fase qualificatória, ao lado de Neal Skupski, a brasileira valorizou o retorno às competições e afirmou que sentiu-se bem em quadra.
A estreia no US Open
A estreia no torneio em Nova York deve acontecer a partir de quinta-feira (3), com o início da chave principal. Luisa Stefani e Gabi Dabrowski voltaram a atuar juntas neste ano e têm alcançado resultados expressivos. Antes da final de Wimbledon, foram às semis de Roland Garros e Australian Open.
Somadas aos títulos em Eastbourne, Strasbourg e Dubai, todos ao lado de Dabrowski, Luisa Stefani chega ao US Open como a quarta colocada do ranking de duplas, na sequência de sua dupla, Taylor Townsend (2ª) e Katerina Siniakova (1ª). A brasileira vibrou com os resultados na temporada.
"Superfeliz com o melhor ranking da carreira, mas principalmente pelas minhas melhores campanhas da carreira nos Grand Slams, nas duplas femininas. A somatória é de um grande ano de resultados, de nível, consistência, e uma ótima parceria. Esses resultado dão a tranquilidade para selecionar os torneios que queremos participar ou tirar tempinho para tratar, recuperar, me sentir bem e treinar para a sequência da temporada, que é longa, ainda tem grandes objetivos pela frente", afirmou.

Confira, abaixo, mais respostas de Luisa Stefani à Itatiaia:
Objetivos na reta final da temporada
"O US Open está na esquina, depois tem o SP Open, que é importante para mim, jogar em casa, e, no fim do ano, tem o Finals. Estou superfeliz com o ano até agora e pronta e faminta para fazer mais, ainda mais após essa pequena recuperação e pausa das competições."
Dificuldades com a questão mental no ciclo dos Jogos de 2020 e o momento atual
"Acho que a gente nunca zera (a questão mental) ou aprende 100% sobre isso. São fases. Muito da minha dificuldade na época era por conta das lesões, de jogar com dor e lidar com essas emoções, desconforto e mudanças da transição após as Olimpiadas, lesão do cruzado, e demorou a voltar um pouco, a vida muda e é difícil de ver de fora. Processo aos poucos e isso reflete na performance. Serve muito de aprendizado para as decisões de hoje em dia, e está sendo incrível, em termos de resultados, de processos e super saudável. Penso muito que surfamos a onda até o final quando as coisas estão bem. Quando estão indo mal, é segurar firme que, eventualmente, irá passar e vamos aprender no caminho."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



