Luisa Stefani vibra com tênis do Brasil e mira Jogos Olímpicos: 'Mexe com o coração'
Medalhista de bronze nos Jogos de Tóquio-2020, a tenista brasileira faz temporada de resultados expressivos ao lado da canadense Gabriel Dabrowski

Títulos históricos nas duplas feminina e masculina, ascensão de João Fonseca, talentos promissores... O tênis brasileiro vive temporada marcante em 2026 e, nas vésperas da estreia do US Open, o último Grand Slam do ano, Luisa Stefani não esconde a empolgação com o momento do esporte no país.
A tenista brasileira, atual quarta colocada no ranking mundial de duplas, é uma das atletas com resultados expressivos neste ano, ao lado da canadense Gabriel Dabrowski. Em entrevista à Itatiaia, vibrou com as conquistas de Orlando Luz e Rafael Matos em Cincinnati e Montreal nas últimas semanas.
"Os meninos, o Rafa e o Orlando com duas semanas incríveis. Mostra o quanto o tênis é imprevísivel, de certa forma, e como uma semana pode mudar tudo. Não que fosse o caso deles, mas você pode ter um ano ruim, ter uma semana boa, as coisas encaixam, o universo favorece e "boom". Eles fizeram duas semanas incríveis, imagino que podem brigar pelo Finals,. Se não era, agora tem que ser um objetivo para eles. Todas semanas a gente vê brasileiros indo bem, está sendo lindo e temos ótimos exemplos e referências nos representando mundo afora", iniciou.
Além de João Fonseca, que consolidou-se no Top-30 do ranking mundial aos 20 anos, há outras promessas do tênis brasileiro alcançando ótimos resultados. São os casos de Guto Miguel, de 17 anos, Victoria Barros e Naná Silva, ambas de 16 anos.
Obviamente, no juvenil, nada garante o futuro no nível profissional, mas, olhando de fora, vejo nossos juvenis com futuros brilhantes pela frente. Me parecem bem acompanhados, com boas equipes e cabeças. É legal fazer parte desse momento e assistir isso de perto, nos últimos Grand Slams", projetou Luisa Stefani.

Jogos Olímpicos de LA no horizonte
Representante do tênis brasileiro em 2020 - quando foi medalhista de bronze com Laura Pigossi em Tóquio - e em 2024 - quando chegou às oitavas com Bia Haddad em Paris -, Luisa Stefani tem no horizonte representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
"Está longe, mas está chegando cada vez. Quando bater 2027, vai dar uma acelerada no coração. Olimpiadas é um dos eventos que mais amo, obviamente é uma grande meta e objetivo participar e representar o Brasil. Tem tempo ainda, mas mexe com meu coração de maneira diferente. Sem dúvida, está no horizonte desde Paris, já dá para pensar em LA. Tenho muita coisa pela frente, mas a sementinha está plantada e sendo bem cultivada", concluiu.
A estreia no US Open
A estreia no torneio em Nova York deve acontecer a partir de quinta-feira (3), com o início da chave principal. Luisa Stefani e Gabi Dabrowski voltaram a atuar juntas neste ano e têm alcançado resultados expressivos. Antes da final de Wimbledon, foram às semis de Roland Garros e Australian Open.
Somadas aos títulos em Eastbourne, Strasbourg e Dubai, todos ao lado de Dabrowski, Luisa Stefani chega ao US Open como a quarta colocada do ranking de duplas, na sequência de sua dupla, Taylor Townsend (2ª) e Katerina Siniakova (1ª). A brasileira vibrou com os resultados na temporada.
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



