Jogador do Brasil explica por que medalhas do Vôlei Masculino em Paris são imprevisíveis
Central Flávio Gualberto, revelado pelo Minas, analisou campanha do time de Bernardinho na atual Olimpíada

O central Flávio, do Brasil, explicou, nesta sexta-feira (2), os motivos pelos quais as medalhas do vôlei masculino em Paris são tão imprevisíveis. Apesar do "peso da camisa", a Seleção Brasileira não chegou à capital francesa como favorita ao ouro olímpico. No entanto, com a vitória sobre o Egito, o time de Bernardinho se garantiu nas quartas de final da Olimpíada.
À Itatiaia, Flávio destacou o equilíbrio no vôlei mundial e disse que o Brasil, para subir no lugar mais alto do pódio, está primeiramente focado nas "coisas que pode controlar".
"O Brasil ganhou muito e por muito tempo. Então, a camisa pesa, sim. Mas o equilíbrio do vôlei mundial está altíssimo. Vocês, jornalistas, poderiam cravar quem vai ser o campeão da Olimpíada? O nível está muito alto mesmo. Às vezes, é um dia você está bem, outro que está mais abaixo, um saque que entra num tie-break, como no jogo contra a Polônia. São coisas que você não pode controlar", disse.
"As coisas que podemos controlar são um capricho maior na cobertura, num passe mais perfeito na mão do Bruno, mas tento pensar o mínimo no que não podemos controlar. Temos estudado a nossa equipe, os adversários, colocado isso em prática nos treinos e nos jogos. Isso que vamos levar para as quartas, é uma final de cada vez", acrescentou.
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Brasil nas quartas de Paris 2024
Quarto colocado em Tóquio 2020, o Brasil iniciou a campanha em Paris 2024 com derrotas para a Itália e para a Polônia. No terceiro jogo, nesta sexta (2), a equipe de Bernardinho bateu o Egito por 3 sets a 0 e avançou às quartas como terceiro colocado do Grupo B, com 4 pontos. Agora, fica a expectativa pela definição do próximo adversário.
Após o jogo, Flávio fez um rápido balanço da campanha brasileira e viu uma nítida evolução do time nos três jogos.
"Contra a Itália, a gente fez um bom jogo. Oscilamos um pouco, teve nervosismo pela estreia, um pouquinho de ansiedade, que é normal. No segundo jogo, já fomos muito melhores. Conseguimos jogar em alto nível contra a Polônia. Por pouco, a gente não ganhou. Vai o Leon para o saque e faz dois aces nos últimos pontos. Não dá para falar que perdemos por causa dessas duas bolas", afirmou.
Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.
Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.




