Histórica e emocionante, Abertura no Sena marca início dos Jogos Olímpicos de Paris
Delegação brasileira foi a 29ª a navegar pelo Rio Sena e deu show em animação e cores

Enviado especial a Paris - Estão oficialmente abertos os Jogos Olímpicos de Paris 2024. A cerimônia que marcou o início da Olimpíada foi realizada na tarde desta sexta-feira (26) e ficará marcada na história pelo pioneirismo.

Pela primeira vez, o evento foi realizado fora de um estádio olímpico. O rio Sena, cartão-postal da capital francesa, recebeu quase 100 barcos com atletas de 206 delegações.

A escolha de fazer a tão aguardada Cerimônia de Abertura ao ar livre é simbólica. Na edição seguinte à disputada sem público, em Tóquio, mais de 300 mil pessoal foram à margem do Sena para acompanhar o desfile.


Essa foi a Abertura com o maior número de espectadores in loco da história dos Jogos Olímpicos.

Havia o temor de possível atentado ou ocorrências ligadas à segurança ao longo do evento, o que não foi registrado. Mais de 45 mil agentes trabalharam diretamente na cerimônia.
O que tirou um pouco o brilho da festa do esporte foi a chuva. Em determinados momentos da cerimônia, um temporal atrapalhou as apresentações e afastou o público.
O desfile
Mantendo a tradição, a Grécia foi a primeira delegação a desfilar no Rio Sena. Logo em seguida, foi a vez do time de refugiados navegar e receber o carinho do público.

Depois, foi mantida a ordem alfabética, com exceção da França e dos países que sediarão as próximas edições dos Jogos Olímpicos.
Estados Unidos (Los Angeles 2028) e Austrália (Brisbane) entraram por último e antecederam a anfitriã França, que encerrou o desfile.
Shows emocionantes
As principais atrações musicais foram as cantoras Lady Gaga e Celine Dion. Foi a primeira aparição da canadense desde que ela informou ter sido diagnosticada com uma síndrome rara, em 2022.
Os brasileiros
A delegação brasileira foi a 29ª a entrar no Rio Sena e uma das mais animadas da Cerimônia de Abertura.
Destaque para a dupla de porta-bandeiras formada por Isaquias Queiroz e Raquel Kochhann. O canoísta pode se isolar como maior atleta olímpico brasileiro em relação a medalhas conquistadas se subir ao pódio nas duas provas que disputará em Paris.

A jogadora de rúgbi foi a escolha surpreendente do Comitê Olímpico Brasileiro. Sem o mesmo currículo esportivo, ela superou graves problemas de saúde se tornou um símbolo de superação.
A atleta tratou um câncer de mama, um tumor ósseo e ainda superou o rompimento do ligamento cruzado anterior no joelho. A entrada de Raquel foi um dos momentos emocionantes da Cerimônia de Abertura.
Como já é costume, alguns atletas que atuam nos próximos dias não foram ao eventos. Os times de vôlei do Brasil, por exemplo, priorizaram o descanso.
Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.



