F1: alta cúpula estuda retorno ao Oriente Médio em meio à guerra
Perda de Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita são prejuízo considerável

Em março de 2026, a Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita devido aos conflitos recentes no Oriente Médio. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Liberty Media — proprietária da F1 — e os times da categoria discutiram a possibilidade de retorno da corrida de Bahrein para o calendário de 2026. A informação é do portal Sportico, dos Estados Unidos.
De acordo com fontes familiarizadas com a situação, caso um acordo seja feito, o Grande Prêmio do Bahrein pode ser realocado para o início de outubro. O evento aconteceria em 4 de outubro, entre os Grandes Prêmios de Azerbaijão (26 de setembro) e Singapura (11 de outubro).
Ainda segundo a reportagem, estão sendo discutidos planos de contingência para os possíveis cancelamentos dos Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi. Há rumores também do retorno ao circuito do Grande Prêmio da Arábia Saudita, também cancelado devido à guerra no Irã. A FIA e a Liberty Media não se pronunciaram sobre o assunto.
O retorno ao Oriente Médio é considerado prioridade. A região é uma fonte de receita lucrativa para propriedades esportivas. Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que aconteceriam em abril, não tinham previsão de retorno ou substituição, o que gerou um grande impacto financeiro negativo para a Liberty Media.
Desde o início dos ataques ao Irã em fevereiro deste ano, inúmeros eventos esportivos sediados no Oriente Médio foram cancelados. Entre eles, uma corrida do MotoGP, o evento de inauguração da temporada da Diamond League e a partida da Finalíssima entre Espanha e Argentina, todos no Catar.
Em março, a Guggenheim Partners conduziu uma análise financeira que indicou que a F1 perderia cerca de 200 milhões de dólares em renda anual. Além disso, os cancelamentos gerariam uma perda de cerca de 80 milhões em lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Em 2025, a F1 teve um lucro total de 3,9 bilhões de dólares e um lucro operacional de 632 milhões. O retorno de Bahrein ao circuito poderia salvar uma parcela grande da perda.
Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.



