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Medalhista olímpica na ginástica desabafa após viver drama familiar

Lorrane Oliveira viveu momentos difíceis antes de confirmar conquista história para o Brasil

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Lorrane Oliveira perdeu a irmã três meses antes do início dos Jogos Olímpicos • Ricardo Bufolin/CBG

A ginasta Lorrane Oliveira atingiu o ponto alto na carreira nessa terça-feira (30) quando conquistou, junto da equipe brasileira, a primeira medalha do Brasil na competição por equipes da ginástica artística nos Jogos Olímpicos. No entanto, a atleta precisou passar por um drama pessoal para chegar até Paris: a perda da irmã.

"Não esperava passar por isso nem estar nos meus segundos Jogos Olímpicos de luto. Confesso que pensei em desistir, em não vir, abrir mão. Mas essa equipe maravilhosa me ajudou diariamente. Me deram o tempo que eu precisava", disse Lorrane.

Maria Luiza, de 21 anos, morreu em abril de 2024. Lorrane recebeu a notícia quando competia na Europa junto com a equipe brasileira.

Lorrane, de 26 anos, chegou a ficar três semanas sem treinar. No entanto, não desistiu e contou com o apoio dentro e fora do esporte.

"Eu chorava todos os dias. Para treinar, tinha dias que eu não treinava, mas elas estavam sempre me apoiando. Às vezes eu não fazia nada, mas só precisava de um abraço e elas estavam ali, toda a equipe multidisciplinar, principalmente a psicóloga Aline, meu psiquiatra Hélio, eles foram essenciais nessa fase", revelou.

Lorrane Oliveira abriu a competição para o Brasil somando 13.000 nas barras assimétricas. a equipe formada por Jade Barbosa, Júlia Soares, Flávia Saraiva, Rebeca Andrade e Lorrane Oliveira somou 164.497 na pontuação total e ficou atrás somente de Estados Unidos e Itália, ouro e prata.

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Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.