Estudo surpreende ao apontar causas do agravamento de secas na Europa
Secas têm impactos negativos em diversos países do continente

O calor extremo tem sido o responsável pelas secas agravadas registradas na Europa. A constatação foi realizada por um grupo de cientistas nessa quinta-feira (23), que pontuam a falta de chuvas como fator de menor influência na situação.
O continente vem enfrentando uma grande seca. Países como França e Romênia estipularam restrições ao uso de água e registraram incêndios devastadores.
Detalhes do estudo
Desenvolvido pelo World Weather Attribution (WWA), o estudo determinou que o clima quente vem acelerando a perda de umidade dos solos, lagos e rios europeus. Isso aumenta a probabilidade de condições secas.
A conclusão da pesquisa é que, apesar de parte da Europa ter recebido menos chuva do que o habitual durante a primavera, o calor foi o responsável por tornar a seca mais severa. A afirmação foi defendida por Mariam Zachariah, coautora do estudo e pesquisadora do Imperial College London.
Além disso, a cientista afirma que mesmo em regiões onde a chuva variou pouco, os riscos de seca continuam aumentando.
Impactos da seca
Além das condições adversas para o bem-estar humano, as secas têm impactos negativos em diversos países do continente. A quebra na colheita de grãos na União Europeia é estimada em 9 milhões de toneladas. A França projeta sua pior safra de milho em 50 anos.
Por sua vez, em um cenário de escassez de água, a Holanda e algumas ilhas na Grécia decretaram estado de emergência.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



