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Sport se posiciona sobre atentado contra ônibus do Fortaleza

Ataque ocorreu na noite desta quarta-feira (21), após delegação tricolor deixar a Arena de Pernambuco

O Sport se posicionou, na manhã desta quinta-feira (22), sobre o ataque ao ônibus do Fortaleza que ocorreu após a partida entre os clubes na Arena de Pernambuco, pela Copa do Nordeste. Depois de deixar o estádio, localizado na Região Metropolitana do Recife (RE), o veículo foi atingido por pedras e bombas.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Leão da Ilha lamentou o ocorrido e se colocou "à disposição para ajudar na apuração dos fatos e nas investigações, buscando identificar os envolvidos nesse ato criminoso”.

Um pouco mais tarde, o presidente rubro-negro, Yuri Romão, disse, em entrevista ao GE, que acredita que o ataque foi premeditado.

“Por um vídeo que nós estávamos vendo, eu e [o CEO da SAF do Fortaleza] Marcelo Paz, notadamente a gente chega à conclusão de que foi algo pensado. O vídeo está nas mídias. Estamos numa luta, há mais de dois anos, para tentar mudar o futebol no Brasil. A gente não pode viver nesse clima de terror. A gente vai viver com uma delegação de 50 homens, 100 homens? Isso não é esporte, não é futebol”, disse.

Confira o texto completo divulgado pelo Sport:

“O Sport Club do Recife repudia veementemente os atos de violência praticados contra o ônibus da delegação do Fortaleza Esporte Clube na saída da Arena de Pernambuco após a partida desta quarta-feira.

Os absurdos atos de violência não condizem com a real conduta e comportamento da torcida rubro-negra, tampouco com os valores do Clube - que sempre irá abominar esse tipo de postura.

O presidente Yuri Romão, o executivo André Figueiredo, o coordenador técnico Ricardo Drubscky e a equipe médica do Clube já estão com delegação do time cearense, prestando apoio e todo o suporte necessário.

O Sport também já se colocou à disposição para ajudar na apuração dos fatos e as investigações, buscando identificar os envolvidos nesse ato criminoso”.

Momentos de terror

De acordo com nota divulgada pelo Leão do Pici, seis jogadores foram atingidos: o goleiro João Ricardo foi ferido com um corte no supercílio e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio. O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiverem que conter sangramentos.

Todos eles foram levados ao hospital após o ocorrido e encontram-se bem. A delegação tricolor desembarcou nesta quinta (22) no Aeroporto de Fortaleza. Marinho e Tinga conversaram com a imprensa e relataram momentos de terror. Já Marcelo Paz, CEO da SAF do clube, revelou que o time não vai entrar em campo enquanto os responsáveis pelo ataque não forem punidos.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), garantiu que “trabalharemos para buscar e punir os culpados. As pessoas responsáveis por esse ato não são torcedores, são criminosos. Futebol e violência não devem se misturar jamais”.

Posição do STJD

A Itatiaia entrou em contato com o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Botelho Piacente, para saber se o Sport poderia ser punido pelo caso. Ele respondeu que, neste momento, como o ataque ocorreu fora do estádio, a responsabilidade é da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco.

Contudo, caso haja identificação de torcida organizada, a Procuradoria do STJD analisará a questão para possível denúncia e punição. Uma penalidade ao Sport, inclusive, não está descartada. “Somente após análise dos fatos poderei individualizar a responsabilidade dos envolvidos e se o clube responderá ou não”, afirmou Ronaldo.

A reportagem também acionou a assessoria de comunicação do STJD, que respondeu por meio de nota:

“O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol vem a público informar que tomou conhecimento do episódio de violência contra o ônibus do Fortaleza na noite desta quarta, 21 de fevereiro, após o empate com o Sport, pela Copa do Nordeste.

Por se tratar de infração ocorrida fora do estádio, o Tribunal do Futebol destaca que a competência para análise e denúncia é exclusiva da Secretaria de Segurança Pública do estado.

Cumpre destacar ainda que, caso haja a identificação dos responsáveis pelos atos, a Procuradoria analisará possíveis medidas contra as torcidas identificadas.

O STJD lamenta que episódios como esse ainda aconteçam no futebol brasileiro e reafirma o compromisso de trabalhar por um futebol mais justo e sem violência”.

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Nuno Krause é correspondente da Itatiaia na região Nordeste. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM. Atua no jornalismo esportivo desde 2019.
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