Volante titular do Brasil na Copa de 98, César Sampaio relembra duelo contra Escócia
Equipe europeia será rival da Seleção nesta quarta-feira (24), em duelo decisivo na fase de grupos da Copa do Mundo

O ex-volante da Seleção Brasileira, César Sampaio, relembrou sua experiência na Copa do Mundo de 1998, quando viveu uma montanha-russa de emoções na estreia contra a Escócia. Os europeus serão rivais nesta quarta-feira (24), em duelo decisivo na fase de grupos da Copa do Mundo
Naquele jogo, ele marcou o primeiro gol do Mundial em uma jogada ensaiada, mas depois cometeu o pênalti que empatou a partida, o que lhe rendeu uma grande bronca de seu pai logo após o confronto, que terminou em vitória brasileira por 2 a 1.
“Liguei para meu pai logo após o jogo, e ele imediatamente começou a me dar uma bronca por causa do pênalti que cometi. Ele sequer mencionou o gol que marquei! Apenas me deu uma bronca e tanto. A preparação antes do jogo tinha sido incrivelmente tensa, uma noite sem dormir. Todos sabíamos que, se cometêssemos um erro, seria uma gafe de proporções mundiais. Mas, felizmente, tudo acabou bem e vencemos por 2 a 1”, revelou com bom humor ao Bolavip Brasil, completando:
"Me lembro disso como um sonho que se tornou realidade, tentando assimilar tudo o que estava acontecendo. Tínhamos um histórico fantástico naquele ciclo. Um filme passou pela minha mente, desde a minha infância até, de repente, me tornar protagonista no cenário mundial. Assim que começou a partida, foi uma das emoções intensas. Marquei o primeiro gol da Copa do Mundo em uma jogada ensaiada que havíamos treinado meticulosamente com Zagallo, na qual Júnior Baiano deveria desviar a bola no primeiro poste”, emocionou-se.
Projetando o próximo duelo do Brasil contra os escoceses, Sampaio avalia que a atual seleção europeia é mais técnica e cascuda do que a de 1998, destacando jogadores de Premier League, como o capitão McGinn, e um estilo de jogo físico, compacto e de transições reativas.
“Com a Escócia, o modelo padrão é aquele futebol inglês. É mais uma bola, um jogo mais direto. São jogadores, parte deles, na defesa, os dois laterais. E o goleiro que atua na Premier League. Com experiências e vivências que podem contribuir bastante para a evolução da seleção na competição. Mas, creio que está bem parecido. É um futebol inglês, mais de força e técnica”, analisou, destacando um nome em individual:
“Eles têm, no meio-campo, o McGinn também, o capitão, que é um diferencial técnico no Aston Villa. Mas é mais aquele jogo direto, de posição física, bola parada perigosa, um jogo mais de contato. Uma equipe que, na grande maioria das vezes, joga compacta e reativa nas transições”, concluiu.
Apesar de prever uma partida apertada e de pouco espaço, o ex-jogador — que somou 47 partidas e sete gols com a camisa amarelinha — aponta o Brasil como o favorito para o confronto, ressaltando que a equipe precisará ser resiliente para garantir a liderança do grupo.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.



