Na pré-lista de Ancelotti, lateral relembra decisão entre defender Brasil ou Rússia
Douglas Santos foi titular em quatro dos 10 jogos do técnico na Seleção Brasileira

Em 2016, Douglas Santos fez parte da seleção olímpica que conquistou o inédito ouro para o Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro. Passados quase 10 anos, o lateral-esquerdo está perto de realizar outro sonho: disputar uma Copa do Mundo.
Neste período, contudo, Douglas Santos precisou fazer uma escolha: defender a Rússia, país onde atua pelo Zenit desde 2019, ou "insistir" na Seleção Brasileira, na qual não teve chances de atuar com regularidade até a última temporada.
“Claro que em alguns momentos a gente pensa que não vai mais ser chamado. Mas eu nunca deixei de trabalhar e acreditar. Continuei fazendo meu trabalho nos clubes, buscando evoluir e manter a regularidade. Então, quando a oportunidade voltou a aparecer, estava preparado para aproveitar", afirmou Douglas Santos à Fifa.
“Eu sempre tive muito respeito pela Rússia, pelo país onde construí uma parte importante da minha carreira. Mas vestir a camisa da Seleção Brasileira sempre foi um sonho. Então minha prioridade sempre foi o Brasil. Quando você nasce no Brasil, cresce vendo Copa do Mundo e sonhando com a Seleção, isso pesa muito no coração”, concluiu.
Desde que Carlo Ancelotti assumiu o comando da Seleção Brasileira, Douglas Santos foi convocado para três das cinco Datas Fifa. O lateral-esquerdo do Zenit foi titular em quatro dos 10 jogos do Brasil desde maio de 2025.
Assim, o atleta está cotado para ser um dos 26 convocados para o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.
“Eles pediram para eu ser o mesmo jogador que vinha sendo no clube: competitivo, equilibrado defensivamente e participando ofensivamente quando necessário. O professor Ancelotti passa muita confiança para o jogador. Ele conversa bastante, explica o que espera taticamente, mas também dá liberdade para você jogar com personalidade”, explicou.
Confira, abaixo, mais respostas de Douglas Santos, lateral-esquerdo do Zenit-RUS, à Fifa:
Grupo C da Copa do Mundo
“Marrocos mostrou muita força recentemente, a Escócia é uma seleção intensa fisicamente e o Haiti certamente vai entrar muito motivado. Mas o Brasil sempre entra para competir em alto nível. Se a gente mantiver foco e concentração desde o começo, temos condições de fazer uma grande fase de grupos.”
Expectativa do Brasil pelo Hexa
“A torcida brasileira sempre tem motivo para acreditar. A Seleção tem talento, experiência e jogadores acostumados a grandes jogos. O objetivo é chegar o mais longe possível e lutar pelo hexa até o último minuto.”
Lembranças da Copa do Mundo
“Minha primeira lembrança forte é a Copa de 2002. Eu era criança e lembro de assistir aos jogos com a família, aquela expectativa enorme antes de cada partida. O Brasil tinha um time muito especial, com Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho… Aquilo marcou muito a minha infância. Acho que ali nasceu ainda mais o sonho de um dia vestir a camisa da Seleção em uma Copa.”
“Ver o Ronaldo fazendo os dois gols na final, depois de tudo que ele passou, foi algo emocionante. A comemoração do grupo, o país inteiro parado… Aquilo mostra o tamanho que a Copa do Mundo tem para o brasileiro.”
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.




