Aniversário de morte de Pelé é marcado por mais uma derrota do futebol brasileiro

Chapéu de Ancelotti, interinidade de Diniz, sapeca do Manchester City e cruzeiro do Neymar são fatos recentes do futebol do Brasil

Alexandre Simões é colunista da Itatiaia

No dia em que se completa um ano sem Pelé, nesta sexta-feira (29), o futebol brasileiro, que tem sua história dividida entre antes e depois do Rei, recebeu um duro golpe, com o anúncio do Real Madrid, da Espanha, de que Carlo Ancelotti permanecerá no Santiago Bernabéu até o final da temporada 2025/2026. Isso sepulta o desejo do então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, de contar com o italiano à frente da Seleção na próxima Copa do Mundo, que será disputada em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá.

Esse chapéu do Real Madrid na CBF é apenas mais um fato naquela que é sem dúvida uma das maiores crises da história do futebol brasileiro.

Ednaldo era o presidente da CBF quando o nome de Ancelotti surgiu para o comando da Seleção Brasileira, após o fracasso no Mundial do Catar, em novembro e dezembro do ano passado, mas o dirigente agora está afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Por causa da interferência da Justiça Comum na CBF, Fifa e Conmebol ameaçam o futebol brasileiro com punições que podem tirar nossos clubes das Copas Libertadores e Sul-Americana, além da Seleção das Copas América (2024) e do Mundo (2026). Em 8 de janeiro as duas entidades internacionais chegam ao País para tomarem conhecimento real da situação e tomar suas decisões.

Com a esperança de contar com Ancelotti a partir da metade de 2024, a CBF colocou Fernando Diniz, do Fluminense, como treinador interino da Seleção Brasileira. Sob o comando do treinador do Tricolor, a Canarinho fracassa nas Eliminatórias para a Copa de 2026 e vem de três derrotas consecutivas no torneio, ocupando a sexta colocação entre dez participantes.

Derrota do Fluminense no Mundial de Clubes

Por falar em Fluminense e Diniz, há uma semana o clube carioca decidiu o Mundial de Clubes contra o Manchester City, da Inglaterra, e o placar foi de 4 a 0, alcançado com facilidade pelos Citizens, que para usar uma gíria do futebol parecem até ter “tirado o pé”.

Mas na coletiva, Diniz se disse “orgulhoso” do time e que chegou a dominar o campeão do mundo por 20 minutos.

Cruzeiro de Neymar

Para encerrar, o atual dono da camisa 10 amarela eternizada por Pelé promove um cruzeiro pelo Atlântico num dos episódios mais cafonas dos últimos tempos.

Sim, Neymar, que está machucado e teve que ser operado devido a uma lesão no joelho esquerdo, sofrida em outubro, em jogo pelas Eliminatórias, está comandando, de muletas, uma farra com amigos num navio de cruzeiro.

A cirurgia feita há menos de dois meses, pelo médico da Seleção e do Atlético, Rodrigo Lasmar, em Belo Horizonte, é a correção da lesão mais séria sofrida pelo atacante em sua carreira.

Durante a recuperação, ele está cantando, dançando, farreando, num festival de breguice que parece ser o ponto final da carreira em alto nível do nosso maior jogador e referência há mais de uma década.

Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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