Aos 32 anos, o lateral-direito Danilo é um dos líderes do atual elenco da Seleção Brasileira. Ele faz parte também da espinha dorsal que o técnico Fernando Diniz montou para o nesse início de trabalho, junto com Alisson, Marquinhos, Casemiro e Neymar. E o jogador da Juventus-ITA admitiu em entrevista coletiva, nesta terça-feira (5), que é preciso paciência nesse início de trabalho.
“Eu falei para o pessoal, que estava muito curioso para ver como o Diniz trabalhava. Ele traz um estilo de futebol bem diferente do que eu pratico nos últimos dez anos, talvez, bastante rotação, não o jogo posicional que todos aqui estamos mais acostumados. Por isso que vai ser preciso disponibilidade dos atletas para absorver as ideias, disponibilidade do Diniz para entender que não se assimila da noite para o dia, e disponibilidade das pessoas de fora para ter essa paciência”, disse Danilo.
Danilo e os outros jogadores, com exceção de Gabriel Jesus, convocado para o lugar de Antony e que ainda não chegou a Belém, tiveram o primeiro contato com o método de Diniz nesta terça-feira. O trabalho no estádio Mangueirão, palco do confronto contra a Bolívia na sexta-feira (8), às 21h45 (de Brasília), pela primeira rodada das Eliminatórias, teve só 30 minutos abertos à imprensa, que pôde ver basicamente o aquecimento.
Danilo deu de ombros à interinidade de Diniz. O treinador, que mantém seu trabalho no Fluminense, assinou contrato com a CBF até junho de 2024. O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, espera que o italiano Carlo Ancelotti, atualmente no Real Madrid, assuma a Seleção em meados do ano que vem.
“Temos que pensar no hoje, não no amanhã. Hoje o treinador é o Fernando Diniz, o ciclo começa, e temos que assimilar as ideias dele. Não temos que pensar se vai chegar outro técnico amanhã, eu não sei se vou estar aqui amanhã. Não tem esse papo de interino”, disse Danilo.
Ele contou que, na primeira reunião do treinador, Diniz falou que vai valorizar o ser humano, para que o atleta tenha tranquilidade para trabalhar. É um discurso comum do treinador nos clubes que passa.
“E ele disse que todo mundo, quando criança, ligava a televisão para ver a Seleção Brasileira. Precisamos voltar a ter essa conexão com o torcedor, resgatar o orgulho do torcedor de ver a Seleção jogar, de ter prazer em ver a Seleção em campo. Quando o resultado não vem, o distanciamento acontece”, disse Danilo.