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STF forma maioria, e condenado Robinho seguirá na prisão por estupro coletivo

Seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram pela manutenção do ex-jogador na prisão

Robinho cumpre pena por estupro cometido na Itália

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (28), para manter o ex-jogador Robinho na prisão. Ele cumpre pena de nove anos de prisão imposta pela Justiça italiana por estupro coletivo.

O ex-atleta está preso desde março de 2024 no interior de São Paulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em março deste ano, que a pena fosse cumprida.

Luiz Fux, relator do caso, além de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin votaram a favor da manutenção da prisão. O ministro Gilmar Mendes foi o único contrário à manutenção da pena do ex-jogador do Santos.

Os ministros analisam um recurso da defesa que pede a suspensão do cumprimento da pena determinada na Itália. Em novembro de 2023, o STF já havia rejeitado, por 9 votos a 2, pedido semelhante da defesa e manteve a prisão.

A defesa de Robinho pedia a soltura do ex-jogador sob a alegação de que a Lei de Migração, usada pelo STJ para homologar a sentença da Justiça Italiana, é posterior ao crime cometido pelo ex-atleta. Desta forma, a Lei estaria retroagindo para punir o réu, o que não é permitido pela legislação brasileira.

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Voto pela prisão

O relator do caso, ministro Luiz Fux, votou para rejeitar o recurso da defesa de Robinho e manter a prisão do ex-jogador. Fux afirmou que o tema já foi analisado pelo STF e que a defesa tenta, “por via imprópria”, rediscutir uma questão já decidida pela Corte.

“Os embargos de declaração não podem ser utilizados como instrumento de revisão infringente, para que entendimento manifestado no voto vencido se sobreponha à posição majoritária”, escreveu o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, não há fundamentos para acolher o pedido realizado pela defesa, já que na decisão anterior os ministros analisaram corretamente os pontos levantados pela defesa, em consonância com a jurisprudência da Corte.

Caso de estupro

Ídolo do Santos com passagens por Seleção Brasileira, Atlético, Real Madrid, Manchester City e Milan, Robinho recebeu uma sentença de 9 anos de prisão por participação no estupro coletivo de uma mulher de 23 anos. O crime ocorreu em uma boate italiana em 2013. Na época, Robinho atuava pelo Milan.

O jogador brasileiro foi condenado em todas as instâncias da justiça italiana, e o Ministério Público de Milão recorreu ao Brasil, no ano retrasado, pedindo ao país a extradição imediata de Robinho. Entretanto, a legislação brasileira não permite a extradição de cidadãos aqui nascidos para cumprimento de pena em outros países. Assim, diante da recusa, a Itália pediu que ele cumpra a sentença em território brasileiro.

Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.