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Filipe Luis reage a protestos da torcida do Flamengo após goleada sobre Madureira

Flamenguistas presentes no Maracanã chegaram a entoar o canto de “time sem vergonha” ao final do jogo

Filipe Luis, técnico do Flamengo, em entrevista coletiva no Maracanã

O técnico Filipe Luis reagiu aos protestos da torcida do Flamengo no Maracanã ates e depois da goleada por 8 a 0 que o Rubro-Negro aplicou no Madureira, na noite dessa segunda-feira (3). Flamenguistas presentes no estádio chegaram a entoar o canto de “time sem vergonha” após o apito final.

O treinador, no entanto, não adotou uma postura contrária aos protestos da torcida e relembrou que já teve o papel de torcedor antes de se tornar profissional.

“Entendo perfeitamente. Eu gosto de lembrar sempre que eu usava a camisa do Flamengo quando era pequeno. Sou torcedor desde pequeno. Cresci sofrendo com eliminações do Flamengo e sendo torcedor igual a eles. Então, quando me coloco no papel de jogador, escolher jogar no meu clube do coração, eu já sabia. Mas eu quis viver esse desafio de trabalhar no Flamengo, de viver essa torcida, o bom e o ruim. Como treinador, a partir do momento que escolhi começar aqui, o clube me abriu as portas e me deu a oportunidade, eu sabia perfeitamente a cobrança que tem, porque vi a troca de nove treinadores antes”, disse o comandante em entrevista coletiva.

As críticas da torcida cresceram após a derrota para o Lanus na final da Recopa Sul-Americana. Além disso, o Flamengo também foi derrotado para o Corinthians na final da Supercopa do Brasil. Ainda sim, se classificou para a final do Carioca. O Rubro-Negro terá o Fluminense pela frente.

“Sei a cobrança, o difícil que é, mas eu sempre acreditei muito em mim. O melhor de tudo é que sei que o torcedor também acreditou em mim. Me deram muita confiança. Acho que eles que convenceram a diretoria em me colocar neste cargo. Eu tenho uma conexão muito forte. Eu falei antes de vir ao Flamengo que não tenho o perfil de dar carrinho, de lutar e de gritar que o torcedor gosta, mas eu tenho outro perfil que me conecta muito com eles, e eles sabem disso, que é o respeito e o carinho pelo escudo. Eu dou e dei a minha vida pelo Flamengo, deixei a minha alma aqui dentro”, prosseguiu o treinador.

“Quando o torcedor cobra, ele tem razão. O resultado não está vindo, ele não está se sentindo representado pela equipe que está jogando. Eu sou o responsável por isso, eu sei disso. O que fiz foi trabalhar mais ainda, porque a única coisa que posso fazer é trabalhar, melhorar, dedicar, tentar retribuir e evoluir como treinador para poder devolver o carinho que o torcedor tanto deu a mim. Foram os anos mais felizes da minha vida, na vitória e na derrota. Podia te dizer que dói, mas não. Entendo perfeitamente o torcedor”, acrescentou.

No entanto, no fim de sua fala, Filipe Luis fez questão de destacar que, apesar dos protestos, a torcida apoiou a equipe enquanto a bola rolou no Maracanã.

“O que me deixou orgulhoso foi que protestaram, mas durante o jogo apoiaram os 90 minutos, isso se viu o reflexo disso dos jogadores com a bola, recuperando a confiança, porque a torcida esteve do nosso lado durante os 90 minutos. Acabou o jogo, o protesto totalmente válido”, concluiu Filipe Luis.

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O Flamengo segue quebrando recordes no Campeonato Carioca. Com o massacre sobre o Madureira, a equipe confirmou sua oitava final consecutiva do Estadual. Na decisão, a equipe terá o Fluminense pela frente, no domingo (8), às 18h (de Brasília), no Maracanã, em jogo único.

Além de ser a maior sequência de finais da próprio clube, o Fla detém a maior série de decisões seguidas da história da competição. O recorde era do mesmo Rubro-Ngro com sete decisões seguidas com a de 2025.

Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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