Nova comissão da CBF vai projetar profissionalização de árbitros; veja detalhes
Serão feitos estudos, mas mudanças dependem de alteração em Lei que está em debate no Congresso

A CBF decidiu que os novos membros de sua Comissão de Arbitragem vão elaborar um estudo para tentar viabilizar a profissionalização dos árbitros no Brasil. O prazo para que o resultado seja apresentado é dezembro de 2027, mas pode ser antecipado a depender de mudança na legislação.
Hoje, os árbitros são autônomos e não podem ter vínculos empregatícios com as entidades que organizam o futebol no Brasil, como a CBF e as federações estaduais.
A Lei Pelé, de 1998, e a recente Lei Geral do Esporte preveem que não há subordinação de natureza laboral, com obrigações trabalhistas, entre o árbitro e a entidade desportiva que o contrata.
Os árbitros são escalados por sorteio e recebem remunerações por jogos em que trabalham. Para que a profissionalização seja possível, é preciso alteração na legislação e já há um Projeto de Lei em andamento no Senado Federal que trata do tema. Com o grupo de estudo, a CBF espera que essa ideia vá adiante.
Mudanças na comissão
A CBF anunciou, nesta quinta-feira (13), a demissão de Wilson Seneme da presidência da Comissão de Arbitragem da entidade. O ex-árbitro ocupava a função desde 2022. A partir de agora, um Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais vai atuar em conjunto com a Comissão “com a finalidade de aprimorar a arbitragem nacional e reduzir o número de decisões equivocadas nos jogos de futebol”, segundo a CBF.
O Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais é formado pelo italiano Nicola Rizolli, que apitou a final da Copa do Mundo de 2014, o argentino Nestor Pitana, árbitro da final da Copa do Mundo de 2018, e o brasileiro Sandro Meira Ricci, que trabalhou nas Copas de 2014 e 2018.
Já a Comissão de Arbitragem da CBF será gerida por uma equipe técnica multidisciplinar, coordenada por Rodrigo Cintra e que contará com outros nomes, como Luís Flávio Oliveira, Marcelo Van Gasse, Fabrício Vilarinho, Luiz Carlos Câmara Bezerra, Eveliny Almeida e Emerson Filipino Coelho.
Em um primeiro momento, o Comitê Consultivo não terá participação na elaboração do projeto de profissionalização, que ficará a cargo dos membros do Comitê e de profissionais especializados nas áreas jurídica, contábil, entre outros.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



