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Mattos e Benja discutem sobre influência de Neymar e pai no Santos: 'Ah, vai dormir!'

Apresentador afirmou que o Peixe não teria se reforçado se não fosse o desembolso de quantias feito pelo astro e genitor

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Alexandre Mattos e Benjamin Back debateram nessa terça-feira (22)
Alexandre Mattos e Benjamin Back debateram nessa terça-feira (22) • Reprodução/TMC

Diretor executivo do Santos, Alexandre Mattos entrou numa discussão com o apresentador Benjamin Back, da TMC, sobre a influência da 'Família Neymar' no clube. Em entrevista, realizada nessa terça-feira (21), o dirigente admitiu que algumas contratações não seriam feitas sem o apoio, mas fez ressalvas e defendeu Marcelo Teixeira.  

A discussão gira em torno de quem foi determinante para a transformação do Palmeiras- em que Mattos participou do processo de reestruturação - e se clubes como o Santos dependem de grandes investidores para se fortalecer.

"Veio um cara que salvou a pátria, chamado Paulo Nobre, que tratou o Palmeiras como se fosse uma SAF, sem ser SAF. Botou o dinheiro do bolso dele, pegou de volta depois. Contratou o cara bom, entendeu? Fez um modelo de gestão profissional e acabou”, defende Benja.  

Benja atribui a Paulo Nobre o início da profissionalização do Palmeiras, que teria criado as condições para a chegada de Alexandre Mattos e o sucesso posterior. Mattos destaca que houve um processo mais amplo.

“Palmeiras e Atlético Paranaense. Santos ganhou o jogo contra o Vitória, senão o Palmeiras caía. Paulo Nobre saiu de lá escoltado, tomando pancada pra caramba, sendo criticado pra caramba, muito, muito. Me ligou pra eu sair do Cruzeiro pra ir pra lá e falou o seguinte comigo: “Muda tudo”’, explicou Mattos. 

Na sequência, Benja argumenta que o diferencial entre os processos dos clubes foi a presença de um líder com um projeto. Por isso, na sequência, eles discutem se o Santos conseguiria contratar jogadores como Coutinho e Arthur sem o aporte financeiro e a influência do grupo ligado a Neymar, contrapondo investimento privado e capacidade financeira do próprio clube.

“Se não tem o Paulo Nobre, não ia ter Alexandre Mattos no Palmeiras e sabe lá Deus como o Palmeiras ia estar. Mérito do Palmeiras, que tinha o Paulo Nobre, e mérito do Paulo Nobre, que administrou aquilo", disse Benja.  

Na parte final da discussão, Benja e Mattos discutem sobre as contratações recentes do Peixe, muito atribuídas ao poder de convencimento e financeiro de Neymar. O Alvinegro Praiano reforçou todos os setores do campo com: Rodinei, Arthur, Coutinho e Everton Cebolinha.

Benja:

- Vamos supor: se não tivesse o pai do Neymar no Santos agora, Coutinho teria vindo?

Mattos:

- Não.

Benja:

- O Cebolinha teria vindo?

Mattos:

- Sim.

Benja:

- Ah, vai dormir, Alexandre. Ele veio pelo Arthur, não foi? O Arthur teria vindo?

Mattos:

- Não.

Benja:

- Quem teria pago o transfer ban? O Marcelo Teixeira, do bolso, de novo?

Mattos:

- Talvez sim, como pagou vários. Isso pode ser. Quatro? Foram pagos quatro?

 

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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