Abel Ferreira é direto sobre lances polêmicos em vitória do Palmeiras sobre a Chape
Treinador opina sobre decisões do árbitro Felipe Fernandes de Lima em duelo recheado de tensão no Allianz Parque

O Palmeiras sofreu, mas venceu a Chapecoense por 1 a 0 em um duelo cheio de tensão e polêmicas neste domingo (31), pela 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Paulinho fez o único gol (validado) da partida no Allianz Parque, em São Paulo.
Após o confronto, o técnico Abel Ferreira comentou sobre a polêmica arbitragem de Felipe Fernandes de Lima e avaliou o desempenho do árbitro como ‘neutro’. A primeira polêmica foi a expulsão de Allan, aos 42 minutos de jogo:
Sobre o cartão vermelho do Allan: vocês viram o vermelho para o Pedro Rocha? Ontem, o Pedro Rocha acerta na canela e está correto; é vermelho. Hoje, qualquer que fosse amarelo ou vermelho, eu ia aceitar. O árbitro corria para dar amarelo e tenho a certeza de que alguém apitou aqui no ouvido: ‘É vermelho, é vermelho, é vermelho, é vermelho’. Sabia que seguramente eram dos nossos primeiros jogadores.
Já nos minutos finais, o árbitro anulou um gol dos catarinenses antes de dar um pênalti — que Bolasie perdeu no último minuto.
Porém, além disso, Felipe Fernandes se complicou com a longa demora nas análises das jogadas, com esperas para o VAR olhar cada momento e, depois, o próprio indo ao monitor para interpretar.
Seis minutos de compensação. Por que seis minutos de tempo extra? Terceiro ponto: a falta do Murilo. Se ele foi advertido, vocês viram o primeiro amarelo. O Luiz agarra a camisa, amarelo. Vocês viram o lance: o Allan passa pelo lado esquerdo do jogador, que o derruba, e não dá amarelo. O lance seguiu. Por que depois também não dá amarelo? Então, o lance seguiu. Se querem uma interpretação, há uma interpretação. Aliás, o VAR devia ter intervindo se ele tivesse marcado a falta.
O último lance, o pênalti é claríssimo. Não sei se é dentro ou fora da área, mas a falta é clara. É preciso ter coragem para marcar esse pênalti, é verdade. E ele marcou. Foi o que ele viu. O VAR também viu, chamou-o, e ele confirmou o pênalti para o nosso adversário. O árbitro, na minha opinião, acertou em algumas e errou em outras. Como eu disse, o Allan foi demasiado penalizado. Acho que o árbitro vinha para dar amarelo e acabou por contemporizar. A terceira: a falta que originou o lance. É falta, há um empurrão. Aliás, se se lembram, isso aconteceu várias vezes durante o jogo. Se compararmos com o último árbitro que tivemos aqui em casa, naquele jogo valia tudo. Este árbitro marcou mais contatos: empurrão nas costas, falta. Portanto, ele devia ter marcado essa falta.
“Jogo não deveria ter existido”

Abel também criticou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de realizar uma rodada da competição neste final de semana, quando já se iniciou o período oficial de preparativos para a Copa do Mundo.
Em outros países, principalmente no futebol europeu, os torneios já foram encerrados ou paralisados desde o meio da semana.
A reclamação se dá pelas ausências no Palmeiras: o time paulista ficou sem oito nomes devido às convocações. Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Mauricio, pelo Paraguai; Jhon Arias, na Colômbia; Flaco López e Giay, na Argentina; Piquerez e Emi Martínez, pelo Uruguai, foram desfalques contra a Chapecoense.
Se os clubes e a CBF quisessem realmente cuidar daquilo que é o interesse do futebol brasileiro, este jogo não poderia ter existido. Já disse mais de uma vez que foi o único país no mundo que autorizou que se jogasse sem muitos jogadores internacionais. Em condições normais, este jogo nunca poderia ter existido.
Vitória importante
Líder isolado do Campeonato Brasileiro, independentemente do resultado, o Palmeiras chegou a 41 pontos, sete a mais que o Flamengo, mas com um jogo a mais.
Com a pausa das competições para a realização da Copa do Mundo, o Alviverde só volta a jogar em julho, quando enfrentará o Coritiba, pelo Brasileirão.
Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do "feijão com arroz".
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.




