Surpresas? Pepa revela primeiras impressões após estreia pelo Cruzeiro
Técnico do Cruzeiro estreou com vitória de virada, por 3 a 2, em cima do Bragantino, em amistoso na casa do time paulista

O primeiro jogo de Pepa no comando do Cruzeiro deixou muitas lições importantes. Depois de sair perdendo por 2 a 0, o time celeste virou o placar no fim do segundo tempo e garantiu a estreia do português com um triunfo por 3 a 2 no amistoso contra o Bragantino.
Apesar da vitória, Pepa afirma que há muito ainda a ser melhorado em sua equipe, que segue em período de adaptação ao novo método de trabalho, já que a troca de treinador no clube aconteceu há menos de 15 dias.
Muitas coisas para ser analisadas. O Objetivo era esse, ter um amistoso, como eu disse no vestiário e na palestra, que não é amistoso. E o ambiente foi propício para isso, ambiente de jogo oficial, de jogo de campeonato, com torcida”, comentou.
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Pepa é xingado em Bragança
No estádio Nabi Abi Chedid a distância entre a arquibancada com torcedores do Bragantino e à área técnica no gramado era pequena. Tanto que o treinador ouviu xingamentos dos adeptos da equipe paulista. Uma situação para ele inusitada.
“Nunca tinha sido tão xingado no banco, mas isso é bom, tenho que me adaptar. Entra (em um ouvido) e sai (no outro), estou tão concentrado no jogo. Faz parte, estou a chegar agora e tenho que me adaptar a isso. É paixão pelo futebol, pelo jogo, e isso notou-se no campo”, revelou.
Sobre o jogo, o que aconteceu dentro de campo, Pepa fez análises positivas no que diz respeito à qualidade técnica de seus jogadores, mas também entende que é preciso muito preparo físico para dar conta da temporada.
“Disse ao Caixinha, a intensidade, pela qualidade dos jogadores. O jogador brasileiro tem muita qualidade técnica. A sessão fica, a bola raramente sai, e isso dá velocidade ao jogo. Hoje, em dúvida, para mim foi uma lição, quem não tiver no topo em termos físicos não tem hipótese de jogar, nenhuma, nenhuma. É uma guerra tremenda”, analisou.
Cruzeiro na construção de jogadas
A respeito dos erros do Cruzeiro, que realmente não fez um bom primeiro tempo, Pepa comentou: “Cometemos alguns erros na fase de construção, algo que será trabalhado, como tem que ser. Mesmo com muito trabalho os erros acontecem, isso foi visível. É normal a mudança do sistema, o conforte aparecerá com o tempo, com o trabalho. Mas eu me arrisco a dizer que a equipe nunca se desligou.”
“Avaliei no 2 a 0, nos últimos dez minutos, onde senti que estivemos por cima. Depois do primeiro gol, até o segundo ou até 30, 35 minutos da primeira parte, o time teve oportunidades de gol, criou. O que sentimos grande dificuldade foi no rebote, na segunda bola”, completou.
Cruzeiro pela linha de fundo
O que Pepa também enxergou e terá trabalho para corrigir é o posicionamento da linha defensiva.
“Quando havia bola na profundidade da nossa linha defensiva, normalmente até ganhávamos a primeira, mas a equipe do Red Bull Bragantino ganhava sempre a bola de frente e nos colocava a correr para trás, e nos colocava desconforto. É desconfortável correr para trás. No segundo tempo arrisco a me dizer, não digo toda nossa, porque isso não existe, mas acreditamos, continuamos, seguimos o plano e não mudamos nada mesmo perdendo por 2 a 0. O objetivo era ver os miúdos, os jogadores, ver todos e não mudamos nada do que estava planejado. Acabamos por ser felizes por procurarmos essa felicidade”, finalizou.
Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
