Patrocinadora do Cruzeiro se posiciona em meio a debate sobre bets
Presidente Lula voltou a falar sobre proibir as casas de apostas de operarem no Brasil

O presidente Lula (PT) voltou a falar sobre proibir as casas de apostas no Brasil durante esta semana. A lei, caso concretizada pelo Governo e pelo Senado, afeta diretamente os clubes de futebol no Brasil, que tem nas bets a principal fonte de receita de patrocínio. Uma delas é a Betnacional, que patrocina o Cruzeiro e emitiu comunicado sobre o assunto.
Lula havia falado sobre acabar com as bets no Brasil na última semana, e reforçou a ideia nesta quarta (23), durante ato no Rio de Janeiro. Ele, inclusive, citou os clubes de futebol e afirmou que eles precisam aprender a viver sem o dinheiros das casas de apostas. No mesmo dia, ele já tinha se reunido com ministros para debater o tema.
No momento, há uma discussão interna no governo entre proibir totalmente as casas de apostas ou vetar alguns pontos, como publicidades e cassinos virtuais, como o famoso "jogo do Tigrinho".
Em meio a essa imbróglio, as casas de apostas, que hoje dominam os patrocínios no futebol brasileiro, vivem essa indefinição. Segundo a Betnacional, eles acompanham de perto a situação e os possíveis impactos no setor. A patrocinadora celeste afirma que alterações nas condições de operação das casas de apostas pode afetar "diretamente sua capacidade de investimento e, consequentemente, a sustentabilidade dos atuais contratos de publicidade e patrocínio".
Na última semana, após a primeira fala do presidente sobre o caso, os clubes e futebol se uniram e publicaram um manifesto indicando o "fim do futebol brasileiro" caso a medida avance.
Nota oficial da Betnacional
"A Betnacional acompanha com atenção o debate sobre possíveis mudanças relacionadas ao mercado de apostas no Brasil e seus potenciais impactos sobre toda a cadeia econômica ligada ao setor.
Neste momento, ainda não há uma definição concreta sobre o tema. No entanto, eventuais mudanças que alterem de forma significativa as condições de operação das empresas reguladas podem afetar diretamente sua capacidade de investimento e, consequentemente, a sustentabilidade dos atuais contratos de publicidade e patrocínio.
Qualquer avaliação dependerá do conteúdo e da extensão das medidas eventualmente adotadas pelas autoridades. As atividades e os contratos seguem normalmente neste momento."
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