Alvo de críticas de boa parte dos torcedores do
O treinador naturalizou a situação e tratou como “atividade profissional”. O profissional também relembrou sua carreira e apontou que lidou com pressão em todos os lugares que trabalhou.
“Atividade profissional. Foi assim em todos os clubes por onde eu passei, os que tive momentos difíceis, porque eu tenho respeito. Eu volto a dizer, o meu cargo exige e a minha formação e educação exige respeito. E a conversa foi educada com os integrantes. Foi buscando aquilo que o Cruzeiro precisa”, comentou Tite em entrevista coletiva após Cruzeiro 1 x 0 Pouso Alegre.
Por outro lado, Tite disse que vaias a técnicos e jogadores em atividade podem ser prejudiciais ao desenvolvimento do trabalho do time.
“Independente de quem seja o técnico, independente de quem seja o jogador. Se vaiar o técnico, se vaiar o atleta, vai estar prejudicando o clube. Aí sim, em um outro momento, quem tem a responsabilidade do comando, fica, sai e tal, é do jogo. Mas antes é Cruzeiro. É ter essa possibilidade do trabalho ser exitoso. E aí eu tenho essa compreensão também”, agregou.
Apesar da pressão, Tite segue respaldado pela diretoria do Cruzeiro. O técnico tem a missão de ser campeão mineiro pelo clube, o que não acontece desde 2019. A Raposa está na final e aguarda o vencedor de América x Atlético.
Reunião entre a torcida organizada Máfia Azul e membros da comissão técnica, diretoria e elenco do Cruzeiro
Pronunciamento da Máfia Azul sobre a reunião na Toca da Raposa II
“Hoje estivemos presentes na Toca da Raposa II com o objetivo, primeiramente, de pedir a saída do técnico Tite e de sua comissão técnica. Também cobramos as atuações de alguns jogadores do elenco em 2026 que estão abaixo da média e do que a camisa exige.
Entendemos que não seria válido fazer protesto na porta do CT. Nosso intuito foi conversar, olho no olho, e entender o que está acontecendo. Os jogadores afirmaram estar 100% fechados com o treinador e prometeram uma mudança de postura e melhores resultados.
Cobramos atitude e lembramos o exemplo do ano passado, quando deixamos escapar títulos por detalhes. Em 2026, não aceitaremos mais ficar no “quase”. Essa camisa é pesada, tem história e precisa ser honrada dentro de campo.
Pedimos raça para vestir nossas cores e deixamos claro que a indignação não é só nossa, mas de toda a Nação.
Reforçamos que continuaremos apoiando, como sempre fizemos. Mas queremos resposta imediata. O elenco é forte, os salários estão em dia e a estrutura é de primeiro mundo. Não há espaço para desculpas.
A Máfia Azul estará, como sempre esteve, nas arquibancadas. Mas que 2026 seja diferente, a MÁFIA AZUL NÃO QUER MÍDIA, QUEREMOS FUTEBOL!
SOMOS CRUZEIRO, o sentimento de todo cruzeirense também é o nosso”.