Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (15), após a confirmação de sua saída do
Ao comentar o cenário nacional, o treinador destacou características que, segundo ele, precisam ser preservadas no Brasil, mesmo com a evolução tática e organizacional das equipes.
“O futebol brasileiro tem uma coisa que não deve perder, que é a irreverência e a qualidade técnica. A organização é importante, mas não pode apagar isso”, afirmou.
Equilíbrio é importante
Jardim defendeu um equilíbrio entre estrutura coletiva e talento individual. Para ele, a busca excessiva por organização não pode descaracterizar o estilo histórico do futebol brasileiro, ao mesmo tempo em que reconheceu a necessidade de times mais compactos.
“Hoje as equipes jogam mais compactas. Sou da opinião de dar menos importância à capacidade física e mais à qualidade técnica”, completou.
Frustração no Cruzeiro
Além da análise conceitual, Jardim falou sobre o sentimento ao deixar o Cruzeiro sem levantar um troféu. O treinador lembrou que a equipe alcançou objetivos relevantes na temporada, como a classificação para a Copa Libertadores, mas admitiu que a ausência de um título pesa no balanço final.
“Foi fantástico, mas não consegui concretizar um objetivo que era sair com um troféu. Até ontem acreditava que poderia ser”, disse.
O português destacou a experiência vivida em Belo Horizonte, o convívio com a torcida, o elenco, o estafe e a adaptação da família ao Brasil. Ainda assim, reconheceu que a eliminação recente impediu um desfecho diferente para o trabalho.
“Faltava o troféu. Fico muito triste e frustrado de não termos essa reunião só no dia 22 com um título. O futebol é assim, decidido no detalhe”, afirmou. “Acho que representamos bem a camisa, mas o detalhe não foi para o nosso lado”, concluiu o português.